Fábio Motta/AE
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Rio Grande do Sul chega a 48 mortes por gripe

Boletim também aponta 383 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde o início do ano no Estado

Tássia Kastner, de Porto Alegre,

30 Julho 2012 | 22h30

 Com o registro da morte de uma criança de 3 meses pela gripe suína, o Rio Grande do Sul soma 48 vítimas da doença em 2012. O bebê não era vacinado nem tinha outra doença associada.

As informações foram divulgadas ontem pela Secretaria Estadual de Saúde, em boletim que também aponta 383 pessoas infectadas pelo vírus H1N1 desde o início do ano no Estado.

Segundo a pasta, o aumento no número de casos ocorreu em maio, com o pico da doença entre os dias 1.º e 7 de julho (27.ª semana do ano), quando 78 novos casos da gripe foram confirmados. O estudo também aponta decréscimo no número de mortes no momento.

 

Das pessoas que morreram, 30 (63,9%) tinham entre 20 e 59 anos, faixa etária excluída da campanha de vacinação. Apenas oito (17%) eram menores de 20 anos e nove (19,1%) tinham 60 anos ou mais. Quase metade das mortes ocorreu entre pacientes que apresentavam alguma comorbidade ou pertenciam aos grupos de risco (menores de 2 anos, gestantes ou indivíduos com 60 anos e mais).

 

No Paraná, o Estado com o maior número de casos da doença neste ano (986), a Secretaria de Saúde divulgou ontem que foram registradas 31 mortes por gripe suína em 2012. Na semana passada, foram registrados 87 novos casos da doença e 8 mortes, das quais 5 haviam ocorrido em semanas anteriores, mas ainda eram investigadas.

Vacinação.Mil profissionais de saúde se reúnem em Salvador, a partir de amanhã, para discutir os mitos da vacinação, na 14.ª Jornada Nacional de Imunização. A intenção é preparar médicos e enfermeiros para que possam esclarecer a população.

“Há um movimento contra a vacina, com informações sem evidências científicas”, diz Jacy Andrade, professora de infectologia da Universidade Federal da Bahia e presidente do encontro.

Ela explica que a vacina da gripe suína não causa a doença, pois é feita com vírus morto. Como leva até duas semanas para fazer efeito, “pode haver uma coincidência de a pessoa estar em um processo viral quando recebeu a vacina”.

Outros mitos são o de que a vacina causa efeitos adversos graves – na verdade, isso é muito raro e envolve pessoas com HIV, que passaram por transplante de medula, usam corticoide prolongadamente, entre outras condições médicas. E o imunizante é indicado para todos, não apenas para o público-alvo das campanhas públicas.  (COLABOROU CLARISSA THOMÉ, DO RIO)

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