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Rio registra 14 casos de malária em três semanas

Em 2014 houve oito casos, em 2013 foram sete e em 2012, seis; apesar do crescimento da doença, não está caracterizado surto

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2015 | 19h20

RIO - Catorze casos de malária foram confirmados no Estado do Rio nas últimas três semanas, segundo o Ministério da Saúde. Todos são autóctones (contraídos dentro do Estado). Em todo o ano de 2014 houve oito casos, em 2013 foram sete e em 2012, seis casos. Apesar do crescimento da doença, não está caracterizado surto.

Em oito dos 14 casos recentes o provável local de infecção abrange quatro municípios vizinhos, situados em área de serra e com extensa cobertura de Mata Atlântica. Três contaminações ocorreram em Miguel Pereira, duas em Nova Friburgo, outras duas em Petrópolis e uma em Teresópolis, informou a Secretaria Estadual de Saúde. Só uma vítima mora no município onde foi infectado. As demais habitam a capital e estavam em viagem pelos lugares em que contraíram a doença.

A origem da contaminação dos outros seis casos está sendo investigada. Entre os pacientes há pelo menos uma mulher e uma criança. Segundo a secretaria, todos os casos são da versão mais branda da doença. A pasta estadual mantém equipes nos locais de provável contaminação para tentar identificar os vetores da doença e acompanhar os casos já notificados.

A malária é uma doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. Durante a picada, um tipo de protozoário (Plasmodium) presente na saliva do mosquito entra no organismo da vítima e se reproduz. Os primeiros sintomas são febre e dor de cabeça, que surgem em aproximadamente dez dias. Dependendo do tipo de malária, se não houver tratamento, o paciente pode entrar em coma e  morrer. Em casos brandos, porém, a doença chega a ser assintomática e desaparece sem tratamento.

A malária é comum em regiões tropicais, como a Amazônia, que concentra 99% dos casos registrados no Brasil. As ocorrências no País já chegaram a 615.246, em 2000, mas em 2013 (última estatística disponível) foram 178.614 casos, o menor número em 33 anos. 

Segundo o Ministério da Saúde, a malária contraída em áreas de Mata Atlântica costuma ser benigna, sem complicações e raramente exige internação. O tratamento dura três dias, com medicamentos distribuídos pelo próprio ministério.

Recomendações. A Secretaria Estadual de Saúde recomenda que o alerta seja redobrado para as pessoas que visitarão áreas de Mata Atlântica, por causa do intenso calor dessa época, que favorece a proliferação do mosquito. “Quem for a áreas de mata deve se proteger usando repelentes, roupas que cubram pernas e braços e telas de proteção contra mosquitos”, diz o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da secretaria, Alexandre Chieppe.

Quem esteve recentemente em áreas de Mata Atlântica e apresente febre deve buscar atendimento médico e informar o histórico de viagem, para facilitar o diagnóstico e o início de tratamento adequado.

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