Rio tem mais 4 vítimas da gripe suína, entre elas uma grávida

Agora, País registra 67 mortes pelo vírus; em um mês, a gripe suína matou, em média, duas pessoas por dia

Solange Spigliatti, Central de Notícias,

31 Julho 2009 | 13h38

Mais quatro pessoas morreram por causa da gripe suína no Rio de Janeiro. As mortes foram confirmadas nesta sexta-feira, 31, pela Secretaria Estadual de Saúde. Dos casos registrados, três são da capital e um é de São Gonçalo. Entre as vítimas estão uma grávida, de 24 anos, que morreu nesta quinta-feira, 30. Com as novas confirmações do Rio, sobe para 67 o número de vítimas do vírus A (H1N1) no Brasil.

 

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Entre as novas vítimas do Rio, está um menino de 9 anos que tinha fator de risco e morreu no dia 23 de julho. No dia 25, um adolescente de 14 anos morreu com o vírus. A quarta vítima confirmada nesta sexta é um homem de 31 anos que morreu no dia 24 de julho. Com estas mortes, sobe para 9 o número de vítimas no Estado.

 

Em 1 mês, duas mortes por dia

 

Em um mês, a gripe suína matou, em média, duas pessoas por dia no Brasil. Na quinta, São Paulo confirmou a morte de uma mulher de 31 anos, em Sumaré, região de Campinas, e uma moradora de Ibitinga, região de Araraquara, de 38 anos e grávida de 8 meses . O primeiro óbito foi registrado no final de junho, no Rio Grande do Sul.

O número corresponde a 7,5% das mortes causadas pela doença no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 816 óbitos foram registrados desde o surgimento da doença e 134,5 mil pessoas foram contaminadas.

As mortes no Brasil são em menor número do que as causadas pela gripe sazonal antes da chegada do inverno. Segundo informações do Datasus, 81 pessoas morreram no País em maio, em decorrência da influenza sazonal - a gripe comum. No sistema do Ministério da Saúde, ainda não existem dados de junho e julho em relação a essa gripe, mas os especialistas alertam que o perfil pode ter mudado e os casos de gripe suína terem matado mais.

Segundo o infectologista e diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, David Uip, ainda é cedo para analisar, mas a mudança no perfil epidemiológico é evidente. "Ainda não é possível saber, pois está havendo uma mudança no perfil de prevalência dos vírus. Em maio, tínhamos muito mais vírus da gripe sazonal circulando", diz.

Para o epidemiologista e diretor do Hospital Universitário da USP, Paulo Lotufo, o número de mortes deve continuar crescendo no País por pelo menos mais duas semanas. "Os casos de mortes estão chegando agora à Região Sudeste, que é a mais populosa do País", explica. "Esse ciclo deve durar umas cinco semanas, assim como foi no México."

A análise da mortalidade da gripe suína em relação a pandemias passadas revela um comportamento menos letal do vírus da gripe suína. "Dividindo o número de casos pelo número de habitantes no mundo, temos um índice de 0,015", afirma Uip. "É muito menor do que as outras pandemias, mas de qualquer forma é importante."

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