Saúde confirma 1º caso de raiva humana por cão em 2010 no País

Vítima foi atacada em Chaval (CE) e contraiu a doença; suspeita foi notificada no dia 2

Agência Brasil

08 Setembro 2010 | 19h07

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de raiva humana transmitida por cão em 2010 no Brasil. Uma pessoa foi atacada por um cão na cidade de Chaval, no Ceará, e contraiu a doença.

 

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De acordo com nota técnica da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério, a suspeita da doença foi notificada no dia 2 de setembro. O paciente foi orientado a passar pelo tratamento de raiva humana - com a aplicação de vacina e soro antirrábico.

Dois depois da notificação da suspeita, testes do Laboratório de Referência Nacional para Raiva, do Instituto Pasteur de São Paulo, confirmaram a presença do vírus da raiva. A nota técnica da secretaria não informa o estado de saúde do paciente.

A raiva é transmitida ao ser humano por mordida, lambida ou arranhão de animais infectados, principalmente cães, gatos, morcegos e macacos (saguis). Para evitar a transmissão da doença, é recomendado lavar bem o ferimento com água e sabão e procurar imediatamente um serviço de saúde. A raiva em humanos é praticamente fatal.

O ministério também considera a vacinação de cães e gatos como a principal forma de evitar casos de raiva em humanos, além do controle da circulação do vírus tipo 3 encontrado em morcegos hematófagos.

Desde junho, 17 Estados e o Distrito Federal iniciaram uma campanha de vacinação de animais de estimação. Em 15 unidades federativas, mais de 1,3 milhão já foram imunizados - 79,9% cães e 20,1% gatos -, de acordo com dados do ministério.

No Estado de São Paulo, a campanha foi suspensa por conta da morte de sete cães e gatos após a vacinação. Segundo o ministério, foram registrados casos de morte ou reação adversa em animais no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte - totalizando 79 notificações.

Em 2009, foram registrados dois casos de raiva humana no País, transmitidos por cães e gatos, contra 52 na década de 90, conforme o governo federal.

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