1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Sobe para 6.480 o número de registros de microcefalia no Brasil

- Atualizado: 16 Março 2016 | 17h 37

Boletim do Ministério informa ainda que 22 Estados já registram zika e que óbitos relacionados ao vírus passaram de 157 para 182

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika, da dengue e da chikungunya

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika, da dengue e da chikungunya

BRASÍLIA - Apenas cinco Estados do País não apresentam transmissão sustentada de zika (quando o vírus circula livremente, transmitido de pessoa para pessoa): Acre, Amapá, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Boletim divulgado na tarde desta quarta-feira, 16, pelo Ministério da Saúde mostra que subiu para 22 o número de unidades da federação com casos autóctones do vírus, transmitido pelo Aedes aegypti

O informe mostra ainda que os registros de casos de microcefalia - má-formação que está relacionada à infecção da gestante pelo zika - subiram de 6.158 para 6.480 em uma semana. Do total informado, somente 34% foi esclarecido. Ainda estão em investigação 4.268 notificados, dos quais boa parte é ainda de 2015.

7 perguntas e respostas sobre a microcefalia
REUTERS / Ueslei Marcelino
O que é microcefalia?

É uma má-formação congênita em que a criança nasce com o perímetro cefálico menor do que o convencional, que é de 32 centímetros. Isso significa que o cérebro não se desenvolveu da maneira esperada.  

O número de casos ainda sem esclarecimento é considerado muito alto. O problema, admite o governo, traz um impacto negativo que vai além de meros dados estatísticos. Familiares com bebês com suspeita da má-formação necessitam da confirmação para solicitar, por exemplo, o Benefício de Prestação Continuada. No valor de um salário mínimo, ele é concedido para pessoas com deficiência física (incluindo bebês com microcefalia) e para idosos que não contribuíram para Previdência, desde que a renda per capita da família não seja superior a um quarto de salário mínimo.

Boletim divulgado nesta quarta mostra que o número de óbitos relacionado ao zika subiu de 157 para 182 em uma semana. As mortes ocorreram ainda durante a gestação ou logo depois do parto. Desse total, 40 estão confirmados para microcefalia e alteração do sistema nervoso central. Os demais continuam em investigação.

Durante a investigação, são avaliadas não apenas a relação com zika, mas a eventual relação com outros agentes infecciosos, que também podem provocar a microcefalia, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em SaúdeX