Sobe para 8 número de mortos por gripe suína no México

OMS eleva alerta para nível 5 - pandemia iminente; governo suspende trabalhos na Administração pública

Efe,

30 Abril 2009 | 02h08

O número de mortos no México pela gripe suína subiu para oito, informou na noite de quarta-feira o secretário de Saúde, José Ángel Córdova, em entrevista coletiva. Além disso, aumentou o número confirmado de pessoas infectadas com o vírus, de 49 para 99 casos, sendo oito os casos de mortes.

 

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documento Folheto oficial do Ministério da Saúde 

 

O dado anterior apresentado nesta manhã pela Secretaria de Saúde indicava 49 casos confirmados, com sete mortes.

 

Córdova afirmou que, devido ao México já contar com métodos para a detecção do vírus suíno, foi possível comprovar que esses já somam "99 casos positivos, sendo que 91 pessoas estão bem e 8 faleceram" em decorrência da doença.

 

Ele assegurou que, com "a determinação genômica do vírus", as autoridades vão ter uma "ideia mais objetiva dos casos reais e o fato é que os números serão adequados. Amanhã, teremos 140 outros exames".

 

O secretário fez referência também à decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), que elevou o alerta de risco epidemiológico da fase 4 à 5 (em uma escala que vai até seis).

 

Córdova disse que a decisão da OMS "não tem a ver com uma mudança na situação do México" porque as medidas que estão sendo aplicadas no país "estão funcionado e permitindo retardar a propagação do vírus". No entanto, disse que "a situação continua sendo séria".

 

O secretário explicou que a decisão da OMS obriga todos os países a aumentar as medidas "para conter ou retardar a propagação (do vírus) para evitar ao máximo uma pandemia".

 

Administração pública

 

O Governo mexicano anunciou também a suspensão dos trabalhos na Administração pública entre esta sexta e 5 de maio.

 

Em entrevista coletiva, o secretário de Saúde pediu também que as Administrações dos 32 estados e dos mais de 2.500 municípios mexicanos suspendam a atividade.

 

Além disso, ele assegurou que seguirão funcionando serviços básicos como transportes, abastecimento de alimentos, hospitais, serviços financeiros, postos de gasolina ou meios de comunicação, entre outros.

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