Sociedades médicas apoiam alerta em alimentos não-saudáveis

Três entidades divulgaram manifesto de apoio à resolução da Anvisa sobre propagandas de alimentos

Fabiane Leite, de O Estado de S.Paulo

16 Julho 2010 | 10h03

As sociedades brasileiras de Hipertensão, Cardiologia e Nefrologia (que trata das doenças do rim) divulgaram ontem um manifesto de apoio à resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que institui alertas sobre riscos à saúde nas propagandas de alimentos com excesso de sal, açúcar e gorduras, visando a prevenir males cardíacos, renais e obesidade.

As três entidades, que estimam representar 20 mil médicos, afirmam no texto que “a saúde é um bem indisponível e, como tal, deve ser defendido por todos os segmentos que acreditam que uma mudança benéfica possa ser introduzida neste País e em seus habitantes, que devem poder escolher livre e conscientemente o que desejam ingerir”.

“Isso é parte de um programa educativo. As pessoas têm o direito de saber o quanto a mais estão comendo de substância que faz mal. É uma maneira de dar mais acesso à informação”, disse Fernando Nobre, da sociedade de hipertensão. “Não permitir o cigarro na TV não é ser contra o direito de expressão.”

Desde a publicação da resolução, no fim de junho, a indústria de alimentos e o setor de propaganda apontam que a mudança é ilegal, pois demandaria uma lei federal. Também destacam que a medida atenta contra a liberdade de expressão e não é educativa. A Advocacia-Geral da União também apontou a necessidade de uma lei federal.

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