Nasa/Divulgação
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Sonda já ruma para planeta anão

Foram 14 meses girando em torno de Vesta, mas agora a sonda Dawn - Aurora, em português - deixou a órbita do asteroide e parte para uma jornada de dois anos e meio em direção a seu próximo alvo: o planeta anão Ceres. O propósito principal da missão é entender mais sobre a formação do nosso sistema solar.

Jornal da Tarde

09 Setembro 2012 | 12h33

Com 578 por 560 por 458 quilômetros, Vesta é composto basicamente de magma petrificado e flutua no cinturão de asteroides, que fica entre Marte e Jupiter, uma jornada de quatro anos e meio. Sua superfície repleta de crateras e fissuras, herdadas em milhares de anos se chocando com outros asteroides, foi completamente mapeada graças às câmeras de alta resolução da sonda Aurora, que chegou a ficar a apenas 210 quilômetros de altitude do solo.

Aurora pôde capturar imagens tridimensionais que sugerem aos especialistas a existência de vulcões no asteroide e que seu núcleo continua aquecido.

A sonda espacial já partiu de Vesta - deixou a órbita na quarta-feira - mas ainda apontará suas câmeras para o asteroide e coletará mais dados. Em seguida, irá rumo à segunda parte de sua missão, Ceres, em uma viagem de dois anos e meio para investigar o maior corpo no cinturão de asteroides. Dawn deverá entrar em órbita em torno de Ceres nos primeiros meses de 2015.

Vesta é o segundo maior astro celeste que há no grande cinturão de asteroides. Ceres é o maior (975 quilômetros por 909 quilômetros). Estima-se que o asteroide tenha gelo em 25 % de sua área. Caso sejam confirmadas as previsões feitas pelos cientistas da agência espacial norte-americana (Nasa), as reservas de água em estado sólido deste planeta anão podem ser maiores do que as existentes na Terra.

Importância científica. Cientificamente, os asteroides são extremamente valiosos. São restos da formação dos planetas ocorrida há 4,6 bilhões de anos. Estudá-los pode revelar pistas sobre a origem da Terra e de outros planetas. Também podem dizer coisas sobre a origem da vida na Terra, identificando o tipo de compostos orgânicos presentes quando os planetas nasceram.

Os cientistas esperam que o envio da espaçonave Aurora ajude-os a aprender mais sobre a composição desses corpos celestes, pois os minerais existentes neles podem ser raros. Além disso, astrônomos desejam compreender como se comportam essas rochas para tentar prever e evitar possíveis colisões com a Terra.

Dada a dificuldade e o alto custo para um possível retorno à Lua ou a sonhada viagem a Marte, o governo norte-americano do presidente Barak Obama planeja investir tempo e recursos para tentar mandar uma missão tripulada para Vesta ou Ceres em 2025.

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