Divulgação
Divulgação

Sorocaba põe Exército e PM contra a dengue

Com 27 mil casos notificados, a cidade convive com a mais grave epidemia da doença; em Campinas, notificações chegam a 15 mil

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

26 Março 2015 | 19h08

SOROCABA - Policiais militares e voluntários do Tiro de Guerra do Exército brasileiro reforçam a partir desta quinta-feira, 26, o combate aos criadouros do mosquito da dengue, em Sorocaba, interior de São Paulo. Com cerca de 27 mil casos notificados, a cidade convive com a mais grave epidemia de dengue. Homens da Polícia Militar e 55 atiradores do Exército vão acompanhar as equipes do Serviço de Zoonoses que vasculham as casas à caça do mosquito. 

De acordo com o coordenador da Secretaria de Serviços Públicos, Roberto Montgomery, o efetivo vai permitir que as equipes entrem em casas cujos proprietários negaram acesso para vistoria de possíveis criadouros. Também houve reclamações dos agentes sobre falta de segurança para vistoriar núcleos urbanos com alto índice de criminalidade.

Em Campinas, os casos notificados de dengue chegaram a 15 mil nesta quinta-feira, sendo 7.756 confirmados e 7.284 em investigação, conforme divulgou nesta quinta-feira o Departamento em Vigilância em Saúde do município. Outros 7.284 casos estão em investigação.

A cidade está em situação de epidemia pelo segundo ano consecutivo. Em 2014, Campinas registrou o maior número de casos por município em todo o Brasil. Na mesma região, Limeira chegou a 18.252 casos notificados, mas os confirmados somam 5.764. A cidade tem seis mortes confirmadas por exames e oito sendo investigadas.

Mortes. A prefeitura de Catanduva confirmou esta semana mais três mortes por dengue. Com esse número, sobem para 18 as vítimas da doença na cidade este ano. Outros 20 óbitos estão sendo investigados. A cidade, de 118 mil habitantes, tem o maior índice de mortes confirmadas ou suspeitas no Estado. A cidade já teve 10.162 casos confirmados de dengue.

Mais conteúdo sobre:
Dengue Sorocaba Campinas São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.