SP: Genéricos são 56% mais baratos do que remédios de referência, diz pesquisa

Procon-SP pesquisou preços de 58 itens em drogarias da capital

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

11 Março 2014 | 19h32

Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP revela que os medicamentos genéricos são, em média, 56% mais baratos do que os de referência nas drogarias da cidade de São Paulo. Divulgado nesta terça-feira, 11, o levantamento mostra ainda altas diferenças de preço mesmo entre remédios do mesmo tipo.

Entre os genéricos, a maior diferença encontrada foi de 881%, para o medicamento Nimesulida de 100 mg, com 12 comprimidos. Em uma das drogarias pesquisadas, ele estava sendo vendido por R$ 1,60. Em outro estabelecimento, o preço era de R$ 15,71.

Já entre os medicamentos de referência, a maior diferença registrada foi de 259%, no caso do Amoxil de 500 mg, com 21 cápsulas, do laboratório GlaxoSmithKline. Enquanto no local com o preço mais baixo, o item era vendido por R$ 14,67; na drogaria com o valor mais alto, o produto custava R$ 52,81.

Os valores foram pesquisados no mês de fevereiro, em 15 farmácias e drogarias de todas as regiões da cidade. Ao todo, 58 remédios tiveram os preços consultados.

Veja aqui a íntegra da pesquisa, com todos os preços encontrados (a tabela está nas páginas 6 e 7 do documento).

Interior. A pesquisa também foi realizada em outras 11 cidades do Estado, a maioria no interior. Na comparação entre genéricos e medicamentos de referência, a maior diferença média foi encontrada no município de São José dos Campos (59%). Presidente Prudente foi a cidade com a menor diferença (45%).

 

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