SP põe chip em 20 mil cães para combater leishmaniose visceral

Programa 'Legal pra Cachorro' vai monitorar pelos próximos 2 anos animais em 10 municípios

estadão.com.br

20 Outubro 2010 | 18h46

SÃO PAULO - A Secretaria de Estado da Saúde inicia nesta semana um projeto para instalar microchips em cães a fim de identificar animais infectados com leishmaniose visceral americana.

Batizado de "Legal pra Cachorro", o programa tem como meta inicial monitorar, pelos próximos dois anos, a população canina em 10 municípios localizados na região de Marília, onde foram registrados 96 casos e oito mortes de humanos pela doença entre 2008 e 2009.

Aproximadamente 20 mil animais passarão por inquérito censitário. Eles, então, vão receber um microchip, onde ficarão armazenadas as informações sobre sua saúde e endereço. Nesse microprocessador, também serão guardados os resultados dos exames de sangue realizados no período da pesquisa.

Em Adamantina, os cães também vão receber uma coleira, que além do efeito repelente é inseticida, o que provocará a morte do mosquito flebotomínio (transmissor da leishmaniose) ao tentar picar o animal. Os 4 mil cães de Adamantina servirão de controle para comprovar a eficácia da coleira.

A posse responsável do acessório também será estimulada durante as atividades. Para os donos que quiserem, o projeto prevê ainda a castração de animais para controle da densidade populacional.

Além disso, a secretaria investigará os hábitos alimentares dos insetos. Por meio de exames de conteúdo estomacal, será possível identificar o sangue de quais animais os mosquitos mais se alimentam. Já é sabido que o cão é um dos preferidos dos flebotomínios e hospedeiro do parasita Leishmania chagasi, que causa a doença.

Os municípios participantes são: Adamantina, Flórida Paulista, Inúbia Paulista, Lucélia, Mariápolis, Osvaldo Cruz, Pacaembu, Pracinha, Sagres e Salmorão. A ideia é expandir o projeto para outras regiões do Estado.

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