SP treina médicos sobre estimulação cerebral contra Parkinson e epilepsia

Objetivo é disseminar pelo País o método implantado pelo Hospital de Transplantes do Estado

estadão.com.br

08 Novembro 2010 | 18h37

SÃO PAULO - A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo treina nesta segunda, 8, e terça-feira, 9, 90 médicos de vários Estados brasileiros em uma técnica inovadora e pouco invasiva que usa estimulação cerebral profunda para tratamento de mal de Parkinson e epilepsia.

O objetivo é disseminar pelo País o método implantado de forma pioneira pelo Hospital de Transplantes do Estado (antigo Hospital Brigadeiro), unidade do governo paulista que realiza mais de 50 cirurgias neurológicas a cada ano por meio da estimulação cerebral.

Essa técnica, além de minimamente invasiva, é considerada muito mais segura, pois não lesa nenhuma parte do cérebro. As chances de o paciente apresentar sequelas também diminuem em relação ao modo convencional, irreversível.

Nas operações, que duram aproximadamente quatro horas, os doentes de Parkinson ficam acordados, enquanto os epiléticos precisam estar anestesiados.

"O Brasil é um país que está se desenvolvendo e a longevidade vem aumentando. A partir daí, aparecem cada vez mais doenças degenerativas, como o Parkinson, causando implicações sociais e pessoais graves. Abordar esse tema é de extrema importância, já que se faz necessário apresentar aos médicos e à população uma nova maneira de lutar contra o problema de forma menos agressiva", destaca Arthur Cukiert, coordenador do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do hospital.

As cirurgias ocorrem às 9h e 13h. O Hospital de Transplantes fica na avenida Brigadeiro Luís Antonio, 2.651, Jardim Paulista.

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