Sul registra mais quatro mortes por gripe A; dados confirmam que pico da doença passou

Médicos estão orientados a receitar o oseltamivir a todos os pacientes com síndrome gripal nos estados onde há maior circulação do vírus, mesmo antes de resultados de exames ou sinais de agravamento

Agência Brasil,

07 Agosto 2012 | 14h35

A Secretaria de Saúde do Paraná informou a morte de mais dois homens que contraíram o vírus Influenza H1N1, um em Londrina e outro em Ponta Grossa. Um deles tinha pneumopatia e ambos tiveram diagnóstico tardio de influenza A (H1N1) – gripe suína.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul também registrou duas novas mortes, uma em Porto Alegre e outra em Cachoeirinha. Ambas eram mulheres e não tinham outras doenças associadas. O óbito de um paciente de São Borja, informado em boletins anteriores, foi retirado da lista após uma nova investigação.

Esses dados elevam para 35 o total de mortes provocadas pela doença desde janeiro no Paraná e para 53 o total no Rio Grande do Sul. Os dois estados, ao lado de Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, concentram 88% do total de óbitos relacionados à doença registrados no país este ano, conforme dados atualizados pelo Ministério da Saúde até o último dia 29 de julho.

O pico de casos confirmados no Paraná ocorreu na 26ª semana do ano, entre os dias 24 e 30 de junho, quando houve 329 confirmações da doença. Esse número caiu nas três semanas seguintes, sucessivamente, para 176, 106 e 69. O Paraná contabiliza ao todo 1.043 casos em 2012.

"Aos médicos fica o alerta para o diagnóstico precoce", disse a médica e coordenadora da sala de situação da gripe no Paraná, Angela Maron de Mello. "O vírus está circulando e por isso a suspeita de influenza deve ser sempre considerada."

Cerca de 61% das mortes ocorridas no Paraná foram de pacientes que tinham outras doenças, entre elas cardiopatia crônica, pneumopatia e câncer.

No Rio Grande do Sul, 24 das 53 pessoas que morreram este ano tinham comorbidades (ocorrência simultânea de dois ou mais problemas de saúde em um mesmo indivíduo). Entre os mortos em território gaúcho havia uma gestante, que tinha hipertensão.

O pico de casos da doença no Rio Grande do Sul ocorreu na 27ª semana, de 1º a 7 de julho, quanto 82 casos foram confirmados em laboratório. O estado registra 415 casos da doença desde janeiro.

Tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul, o pico de mortes de acordo com a data de início dos sintomas ocorreu na segunda metade de junho. No Paraná, 14 dos pacientes que morreram apresentaram os primeiros sintomas nas duas últimas semanas de junho. No Rio Grande do Sul, essa quantidade foi 21 pessoas.

O ministério alerta que o antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu, é mais eficaz nas primeiras 48 horas do surgimento dos sintomas. O medicamento reduz as chances de evolução da doença para um quadro grave.

Os médicos estão orientados a receitar o oseltamivir a todos os pacientes com síndrome gripal residentes nos estados onde há maior circulação do vírus, mesmo antes de resultados de exames ou sinais de agravamento. A síndrome gripal é caracterizada pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, além de dor de cabeça, nos músculos ou nas articulações.

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