Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Summit Saúde Brasil: Menos da metade das unidades de saúde usa soluções digitais

Contradição entre o surgimento de novas tecnologias e as dificuldades de acesso a elas no País foi tema de um dos painéis do evento realizado pelo 'Estado'

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

14 Agosto 2017 | 17h27

Enquanto novos equipamentos e softwares são capazes de indicar o melhor tratamento a pacientes com câncer ou avaliar se um exame de imagem foi feito corretamente, a maioria das unidades de saúde brasileiras não utiliza nenhuma solução digital em seu serviço. 

A contradição entre o surgimento de novas tecnologias e as dificuldades de acesso a elas no País foi tema de um dos painéis do Summit Saúde Brasil 2017, evento promovido pelo Estado nesta segunda-feira, 14, em São Paulo.

Dado apresentado pelo CEO da Pixeon, Roberto Ribeiro da Cruz, indica que apenas 35% a 40% dos prestadores de serviços de saúde no País utilizam alguma ferramenta digital. Entre os hospitais privados de excelência, esse índice chega a 90%. "Hoje temos uma medicina de alto custo, alta tecnologia, mas baixo acesso", disse.

Entre as tecnologias apresentadas pelos palestrantes estão um aplicativo da GE Healthcare que avalia em tempo real se uma mamografia captou a imagem correta e uma técnica cirúrgica de coluna feita com dispositivos da Siemens que fez o tempo de operação ser reduzido pela metade.

"Em 60% dos exames de mamografia, as imagens não são adequadas porque a paciente não foi posicionada corretamente. Nesses casos, ela tem que ser reconvocada para um novo exame. O app evita isso", disse Luiz Verzegnassi, CEO da GE Healthcare na América Latina.

No caso da técnica cirúrgica da coluna, o executivo da Siemens Healthineers do Brasil, Armando Lopes, contou que ela diminuiu a fila de espera pela cirurgia de 4 meses para uma semana e trouxe economia de R$ 1 mil por procedimento. "Tecnologia não é uma despesa. É um investimento que, se bem feito, se paga e ainda dá retorno", declarou.

O uso da inteligência artificial para a definição dos melhores tratamentos para um câncer foi apresentado por Eduardo Cipriani, líder da IBM Watson Health no Brasil, solução que processa dados de milhões de pacientes e de artigos científicos para ajudar os médicos a escolher as melhores terapias para cada paciente. "Quando o Watson surgiu, trabalhávamos só com quatro tipos de câncer. Hoje ele já tem dados para 18 tipos."

 

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