Surto infeccioso já deixa 21 mortos no Canadá

A bactéria 'Clostridium difficile' é uma das mais comuns em hospitais

Efe

12 Julho 2011 | 13h30

Toronto (Canadá) - As autoridades sanitárias do Canadá disseram nesta segunda-feira que a morte de um paciente durante o fim de semana eleva para 21 o número de vítimas de um surto da bactéria Clostridium difficile, que afeta vários hospitais do sul do país.

O Hospital Geral de Guelph, cidade situada a cerca de 90 quilômetros de Toronto, assinalou em comunicado que, neste último fim de semana, morreu uma pessoa que havia contraído a bactéria no início de julho.

Até agora, as mortes tinham se concentrado na região de Niagara, ao sul de Toronto, e nas cercanias da fronteira com os Estados Unidos.

O surto infeccioso começou em 28 de maio no hospital St. Catharines General, onde morreram 12 pessoas. Posteriormente, estendeu-se em 23 de junho aos hospitais Greater Niagara General (4 mortes), Welland (3 mortes) e Niagara-on-the-Lake (1 morte).

As autoridades sanitárias indicaram que a bactéria Clostridium difficile é uma das mais comuns nos hospitais e que, embora seja difícil de ser erradicada, geralmente só provoca diarreia.

Em pacientes de idade elevada ou com problemas em seus sistemas imunológicos, a Clostridium difficile pode ser mortal.

Nos últimos anos, o Canadá foi um dos países mais afetados por alguns dos piores surtos infecciosos.

Em 2003, 44 pessoas morreram em Toronto em consequência de um surto da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), também conhecido como Síndrome Respiratória Aguda Severa, uma doença que apareceu inicialmente na China.

Um ano depois, as autoridades canadenses foram obrigadas a sacrificar milhões de aves de fazendas para evitar a propagação da gripe aviária, que chegou a infectar duas pessoas no país.

Em 2008, um relatório sobre infecções hospitalares apontou que em 2006 cerca de 2,3 mil canadenses morreram após serem infectados com Staphylococcus aureus (MRSA), uma bactéria resistente aos antibióticos.

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