Divulgação
Divulgação

SUS passa a oferecer cirurgia bariátrica por videolaparoscopia

Técnica pode trazer vantagens como redução do tempo de internação, do risco de infecção e de sangramentos

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2017 | 21h35

BRASÍLIA - Cirurgia bariátrica no Sistema Único de Saúde vai poder ser feita também por meio de videolaparoscopia, técnica considerada menos invasiva. A mudança está prevista em uma portaria, publicada nesta quarta-feira, 1º, no Diário Oficial da União. 

"Ficará a critério do médico e do paciente a indicação da melhor técnica", afirmou a diretora do departamento de atenção especializada do Ministério da Saúde, Maria Inês Gadelha. Ela observou, no entanto, que a cirurgia por videolaparoscopia pode trazer algumas vantagens: reduz o tempo médio de internação pela metade, o risco de infecção e sangramento. 

A recomendação da inclusão do procedimento no SUS havia sido feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, em novembro.

Maria Inês afirmou que a incorporação da nova técnica não deverá aumentar os custos do Ministério da Saúde com o procedimento. A cirurgia é indicada para o tratamento de pacientes com obesidade mórbida ou pessoas muito obesas que tenham também problemas de saúde associados como alto risco cardiovascular, diabete e hipertensão arterial de difícil controle. Em 2014, foram realizadas 7.022 cirurgias bariátricas pelo SUS. Em 2015, foram 7.541.

Além da videolaparoscopia para cirurgia bariátrica, uma portaria publicada na quarta permitiu também a inclusão de técnica para tratamento de varizes, a escleroterapia ecoguiada com espuma, uma alternativa à cirurgia convencional. O tratamento consiste na aplicação de uma substância para o desaparecimento das varizes. Para fazer o procedimento, não é necessária a internação e a recuperação é mais rápida. O tratamento, no entanto, não será feito pelo SUS se houver apenas para finalidade estética. É preciso que varizes representem um problema de saúde.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.