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Taubaté tem 2 mortes confirmadas e 3 suspeitas pela gripe H3N2

Vítimas são uma bebê de 3 meses e uma idosa de 70 anos; óbitos reforçam o alerta para a circulação ininterrupta do vírus na cidade

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

22 Março 2018 | 18h14

SOROCABA - Duas pessoas morreram depois de contraírem uma forma grave de gripe, em Taubaté, no interior de São Paulo. Exames divulgados nesta quinta-feira, 22, confirmaram que os pacientes foram infectados pelo vírus H3N2, um dos subtipos do influenza. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, uma das vítimas é um bebê do sexo feminino, com 3 meses, que morreu no dia 9 de fevereiro. O outro óbito, no dia 16 do mesmo mês, vitimou uma idosa de 70 anos. 

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Outras três mortes suspeitas estão em investigação. No Estado todo, neste ano, tinham sido registradas seis mortes por gripe, mas apenas uma pelo vírus H3N2, segundo a Secretaria de Saúde. 

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De acordo com a Vigilância de Taubaté, as mortes confirmadas reforçam o alerta para a circulação ininterrupta do vírus no município. A cidade é uma das sentinelas para o monitoramento dos casos de influenza no Estado. No ano passado, foram registradas 13 mortes por influenza no município, a última delas no dia 21 de dezembro. Do total, oito foram pelo vírus H3N2 e cinco pelo influenza B.

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A morte suspeita mais recente deste ano aconteceu no dia 15 de março - a vítima é um jovem de 19 anos. Profissionais dos centros de controle de infecções das unidades de urgência e emergência do município estão recebendo treinamento intensivo para detectar e notificar os casos suspeitos. 

Conforme a pasta estadual, em 2018, foram notificados 42 casos de síndrome respiratória aguda grave atribuíveis ao vírus influenza, causador de gripes, sendo 14 pelo H3N2. Até esta quinta, os dois óbitos de Taubaté não tinham entrado na estatística da secretaria. Em 2017, foram 1.021 casos graves de influenza e 200 óbitos, cerca da metade relacionados ao H3N2 - 562 casos e 99 mortes. 

Ainda segundo a pasta, o Centro de Vigilância Epidemiológica monitora desde 2011 a circulação do vírus no Estado e não há anormalidade epidemiológica em relação à gripe em nenhuma região. Anualmente, são realizadas campanhas vacinais contra a gripe para grupos mais vulneráveis, como gestantes, idosos e crianças menores de 5 anos. No ano passado, 11 milhões de pessoas foram vacinadas.

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