Técnicos finalizam reparos no ônibus espacial Endeavour

Astronautas devem seguir para o centro espacial nesta quinta-feira (12)

estadão.com.br,

11 Maio 2011 | 15h37

SÃO PAULO - Técnicos da Agência Espacial Norte-americana (Nasa) completaram a série de testes no Controle de Carga ALCA-2, que é responsável por distribuir energia para nove sistemas da nave, incluindo os aquecedores que apresentaram problema e impossibilitaram o lançamento do Endeavour rumo a Estação Espacial Internacional (ISS) em 29 de abril. A viagem foi remarcada para o dia 16 de maio.

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Enquanto os técnicos fazem os testes na Flórida, os astronautas continuam em Houston, no Texas, em treinamento. Eles devem seguir para o Centro Espacial Kennedy, de onde o Endeavour partirá, nesta quinta-feira, 12.

A missão. A nave deve chegar à ISS dois dias depois do lançamento para uma estadia que deve durar de 14 a 16 dias. Dezesseis nações são parceiras no projeto da Estação Espacial de US$ 100 bilhões.

Em sua última missão, o Endeavour levará para a ISS um aparelho de US$ 2 bilhões que os cientistas esperam que esclareça parte dos mistérios envolvidos na chamada matéria escura. O aparelho é chamado Espectrômetro Alfa Magnético (AMS) e deverá analisar raios cósmicos de alta energia, sendo o primeiro a olhar detalhadamente para esse tipo de matéria no espaço.

Além de instalar o AMS do lado de fora da ISS usando braços robóticos, a equipe da Endeavour tem quatro caminhadas espaciais planejadas para ajudar a Estação Espacial a se preparar para o fim do programa de ônibus espaciais.

O ônibus também entrega uma plataforma carregada com grandes peças de reposição, na esperança de manter a estação em funcionamento por mais 10 anos. O carregamento inclui duas antenas de comunicações de banda-S, um tanque de gás de alta pressão, o sistema robótico canadense Dexter e escudos para proteger a ISS de micrometeoritos.

O plano da Nasa depois do fim do programa de ônibus espaciais é fazer com que os astronautas americanos sejam transportados até a Estação Espacial Internacional por meio da nave Soyuz, da Rússia, talvez até a metade da atual década (o serviço prestado pela Rússia custa US$ 51 milhões por astronauta para os Estados Unidos). Eventualmente eles pretendem contar com naves europeias e japonesas também. Depois, a Nasa deve começar a usar os serviços de companhias privadas nas suas viagens para o espaço. Atualmente as empresas particulares cobram US$ 63 milhões por passagens para 2014.

Após o retorno do Endeavour, as atenções da Nasa se voltarão para o lançamento do Atlantis. Esse será o 135º e último lançamento de ônibus espacial da agência espacial norte-americana.

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