Temporão diz que há 'folga' para oferecer remédio contra gripe

Ministro da Saúde participa de audiência na Câmara e confirma que Brasil contabiliza 192 mortes pela gripe suína

Lígia Formenti, Agência Estado,

11 Agosto 2009 | 11h09

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"É possível atender com folga a demanda" por remédios contra a gripe suína, afirmou nesta terça-feira, 11, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Em audiência pública no plenário da Câmara, o ministro confirmou que o Brasil registra 192 mortes causadas pelo vírus A (H1N1). No entanto, números mais atualizados, com dados se secretarias estaduais e municipais de Saúde, já põem o número acima de 200. Segundo Temporão, a doença já representa 77% do total dos casos de gripe no Brasil.

 

Durante a audiência, o ministro respondeu a críticas relacionadas à disponibilização do tratamento contra a gripe suína no País. Segundo ele, até o momento, o Ministério da Saúde entregou aos Estados 392.621 kits de tratamento completo. No mesmo período, o Sistema Único de Saúde (SUS) identificou 28 mil casos de todos os tipos de gripe.

 

Até o fim de agosto, o ministério receberá mais 800 mil tratamentos, que estão sendo imediatamente entregues a Estados e municípios. "O medicamento é gratuito para todas as pessoas que necessitam", disse.

 

"Avalio como irresponsável a banalização do uso do medicamento", afirmou ainda o ministro. Ele lembrou que o vírus pode apresentar resistência ao medicamento e que é possível comprar remédios sem receita médica no Brasil.

 

Vítimas da gripe

 

Até esta terça, 28 gestantes morreram vítimas da enfermidade. Desse total, 30% apresentavam outros fatores de risco. Segundo Temporão, 107 gestantes que contraíram a doença já receberam alta e passam bem. “Eles se somaram à gravidez e contribuíram para uma evolução ruim do caso”, disse o ministro.

 

De acordo com o ministro da Saúde, o maior porcentual de mortes ocorreu no Estado de São Paulo, com 40% dos óbitos registrados. Em segundo lugar, está o Rio Grande do Sul, com 23%, seguido do Paraná, com 22%, e Rio de Janeiro, com 12%.

 

Na segunda-feira, 10, Minas Gerais e o Distrito Federal confirmaram suas primeiras mortes em decorrência da gripe suína - foram duas mulheres e um homem em território mineiro e um homem em Taguatinga (DF).

 

Dados do ministério indicam que 43% dos infectados pelo vírus apresentam pelo menos um fator de risco. Dentre os principais citados pelo ministro estão pacientes com doenças respiratórias, crianças menores de 2 anos, gestantes, pacientes imunodeprimidos e cardiopatas.

 

Com informações da Agência Brasil.

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