Robert F. Bukaty/AP
Robert F. Bukaty/AP

Termina isolamento de enfermeira que desafiou quarentena do Ebola

Com resultado negativo para o vírus e sem sintomas da doença, Kaci Hickox deu um passeio de bicicleta com o namorado nos EUA 

O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2014 | 08h29

FORT KENT - O período de 21 dias de incubação do vírus Ebola acabou e, por isso, a enfermeira norte-americana que desafiou a quarenta imposta aos profissionais de saúde nos Estados Unidos e deu um passeio de bicicleta com o namorado está livre para começar um novo capítulo na sua vida.

Kaci Hickox e o seu parceiro se mudaram de Fort Kent, no sul do Estado de Maine, próximo à fronteira com o Canadá. Ela disse que por ora passará uma temporada em Freeport enquanto decide seus próximos passos.

A decisão aconteceu depois que o namorado da enfermeira, Ted Wildbur, deixou a Universidade de Maine em Forte Kent. Os dois são críticos da direção da instituição e a acusam de obrigá-los a ficar longe do câmpus onde Wildbur estudava enfermagem.

Isolamento. Kaci atuou como voluntária da organização Médicos sem Fronteiras em Serra Leoa e, segundo autoridades norte-americanas, deveria se manter isolada durante o período de incubação do vírus, embora o resultado tivesse dado negativo para Ebola. 

Ela desrespeitou o isolamento em 30 de outubro para dar uma volta de bicicleta. Funcionários do Estado foram à corte para fazê-la respeitar a medida.

Durante o passeio com Wildbur, a enfermeira foi acompanhada pela polícia estadual, que monitorou seus movimentos e interações com outras pessoas. A polícia não pode detê-la sem uma ordem judicial.

Foi a segunda vez que ela desrespeitou a recomendação de se manter em quarentena. Na noite de 29 de outubro, Kaci conversou com repórteres e apertou a mão de quem a cumprimentou.

"Eu não estou disposta a ficar aqui e deixar meus direitos civis serem violados quando não há base científica", afirmou a enfermeira.

Kaci alegou que não precisava ficar isolada, pois não apresentava sintomas e teve diagnóstico negativo para a doença. Ela foi a primeira pessoa forçada a ficar em quarentena obrigatória exigida por Nova Jersey a passageiros que chegaram ao Aeroporto de Newark e tiveram como partida três países da África Ocidental: Guiné, Serra Leoa e Libéria./AP 

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