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Teste clínico de medicamento na França deixa ao menos 1 morto

- Atualizado: 17 Janeiro 2016 | 20h 17

Outros cinco pacientes que foram expostos à nova droga seguem internados; agência de remédios investiga laboratório

PARIS - Morreu neste domingo, 17, um paciente que havia sido hospitalizado após participar de um teste clínico para um novo medicamento analgésico, na França. Na sexta, ele já havia tido a morte cerebral declarada pelos médicos do Hospital Universitário de Rennes.

Ele e outros cinco voluntários - todos homens, na faixa de 28 a 49 anos - da pesquisa tiveram problemas e foram hospitalizados. O que morreu e outros quatro apresentaram problemas neurológicos - o sexto ainda não havia desenvolvido sintomas, até a noite de ontem. Segundo o hospital, o estado de saúde de três deles era estável.

O teste clínico foi conduzido pelo laboratório Biotrial, empresa francesa incumbida da tarefa

O teste clínico foi conduzido pelo laboratório Biotrial, empresa francesa incumbida da tarefa

A droga, um composto sintético que age sobre os mesmos mecanismos biológicos em que atua a maconha, não é um derivado da erva - como alguns veículos de imprensa chegaram a divulgar. Trata-se de uma molécula provisoriamente chamada de BIA 10-2474. Esta fase de testes teve início no último dia 7 e, de acordo com o diretor do laboratório farmacêutico, Francois Peaucelle, envolveu 108 voluntários - sendo que 90 receberam a droga e, os demais, foram expostos a um placebo.

Histórico. O produto foi desenvolvido pelo laboratório Bial, maior empresa farmacêutica de Portugal. O teste clínico foi conduzido pelo laboratório Biotrial, empresa francesa incumbida da tarefa. Em nota, o laboratório frisou que todos os testes "foram realizados em plena conformidade com as normas internacionais". A agência nacional de medicamentos da França iniciou investigações sobre o caso no sábado - inclusive inspecionando o laboratório. Os testes já haviam sido suspensos na última segunda. 

A ministra da Saúde da França, Marisol Touraine, classificou o caso como "incidente muito sério". Ao contrário do Brasil, a França permite que voluntários de testes clínicos sejam remunerados - os participantes deste receberam.

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