Teste de carga viral em pessoas com Aids deverá ser normalizado em agosto

Governo está com falta de material para a realização do teste, ministério da saúde fez compra emergencial

Tiago Rogero, do estadão.com.br,

26 Julho 2011 | 12h08

RIO - O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira, 26, que os exames de carga viral em pessoas com Aids, suspensos temporariamente em pacientes considerados não prioritários, serão restabelecidos até o fim de agosto. O teste, que checa a quantidade do vírus HIV no sangue e acompanha a eficácia no tratamento, está restrito a gestantes, crianças de até 4 anos, pacientes em início de tratamento ou que necessitam de troca de medicamento, devido à falta de reagentes.

O baixo estoque de reagentes é resultado da paralisação de licitação feita pelo Ministério para a compra de testes mais modernos e rápidos, processo contestado várias vezes por empresas participantes. Para regularizar o fornecimento, o governo federal fez uma compra emergencial. No sábado, o Ministério da Saúde divulgou que os kits importados chegariam na primeira semana de agosto, mas, conforme afirmou Padilha, o restabelecimento completo só acontecerá "ao longo de todo o mês".

Padilha participou no Rio da primeira reunião da Rede de Institutos Nacionais de Câncer (Rinc), criada em setembro do ano passado, que reúne os 12 países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). O Brasil será o coordenador da Rinc, por meio do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O principal objetivo é a troca de experiências entre os institutos de cada país, para a viabilização de programas governamentais de controle da doença.

Serão desenvolvidos indicadores sobre o câncer e também parcerias entre os países para a produção de medicamentos. "A proposta do Brasil é fazermos cada vez mais parcerias com a indústria farmacêutica internacional e também da América do Sul. Temos interesse de fazer essas parcerias com a indústria da argentina, do Equador, que está surgindo agora, e já temos relações com a indústria de Cuba. Assim poderemos ser mais fortes, produzir mais medicamentos no Brasil e garantir um maior acesso da população a eles", disse Padilha.

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