Teste de gripe suína pode ter 50% de erro, diz diretor da Anvisa

Exame feito nos Estados Unidos por brasileira que morreu durante voo pode estar entre resultados errados

Agência Estado, com informações de O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2009 | 10h00

Os testes rápidos usados para detectar o vírus Influenza A (H1N1), causador da gripe suína, apresentam resultados incorretos em cerca de 50% dos casos, disse o diretor de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor Álvares da Silva. "É um exame questionável. A própria Organização Pan-Americana de Saúde afirma que o teste, em 50% dos casos, acusa resultado de falso negativo", afirmou. Esse pode ter sido o exame feito em Orlando, nos Estados Unidos, na estudante Jacqueline Ruas, que morreu durante o voo de volta ao Brasil no domingo. Segundo o Instituto Médico Legal (IML), ela estava com pneumonia.

 

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A jovem, que estava na Disney de férias, apresentou sintomas de gripe em 28 de julho, após outro garoto que participava da excursão sofrer com os mesmos sintomas. Atendida no hotel, um dia depois Jacqueline, de 15 anos, tomou o medicamento Tamiflu pela primeira vez. No dia 30, ao se queixar de falta de ar, ela foi levada ao Celebration Hospital. Ali foi atendida, realizou um teste rápido para gripe suína e, depois de medicada, foi liberada para o voo de retorno. O resultado para gripe suína teria sido negativo. Ela morreu na viagem, uma hora antes de chegar a São Paulo. O corpo dela foi enterrado na segunda-feira.

O diretor da Anvisa disse que no Brasil seria pouco provável que a estudante conseguisse embarcar nas condições que apresentava. "Aqui é pouco provável que ela conseguisse embarcar. Mas não sabemos o protocolo de outros países", afirmou. Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não há como afirmar ainda que houve erro. "Temos de aguardar os resultados dos exames".

Vacina

O primeiro lote da vacina contra a gripe suína deve chegar ao País em dezembro. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Reinaldo Guimarães, afirmou que um lote com 1 milhão de doses do produto pronto foi comprado do laboratório Sanofi-Pasteur. No primeiro trimestre de 2010, o material para fazer mais 17 milhões de doses deve ser entregue pela empresa ao Instituto Butantã, em São Paulo, encarregado da produção final.

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