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Universidade canadense cria aplicativo para iPhone que diagnostica AVC

Responsáveis dizem que exatidão do resultado varia entre 94% e 100%, se comparado a um laboratório

Efe,

10 Maio 2011 | 15h26

Toronto (Canadá), 10 mai - A Universidade de Calgary (Canadá) desenvolveu um aplicativo para iPhone que permite diagnosticar derrames cerebrais com a mesma exatidão de um laboratório.

A Universidade de Calgary afirmou que o aplicativo, denominado ResolutionMD Mobile, que também está disponível para uso em aparelhos móveis que utilizam o sistema operacional Android, pode ser de grande utilidade no meio rural.

"O aplicativo permite uma visualização avançada e as pesquisas mostram que é entre 94% e 100% exato, comparado a um laboratório, para o diagnóstico de derrames agudos", disse o médico Ross Mitchell, que desenvolveu o software original para iPhone, através de um comunicado.

O médico acrescentou que "em uma emergência médica, a representação de imagens médicas desempenha um papel importante no diagnóstico e no tratamento e o tempo é determinante no atendimento de derrames agudos".

As conclusões de Mitchell estão baseadas em um estudo realizado pela médica Mayank Goyal, também da Universidade de Calgary, no qual dois neuroradiologistas analisaram em um laboratório e em um iPhone 120 exames de tomografia computadorizada não contrastada (NCCT) e 70 angiografias de tomografia computadorizada (CTA).

"Fomos surpreendidos pela capacidade de detectar dados sutis no CTA utilizando este software. Outra vantagem desta plataforma foi sua capacidade de conduzir facilmente e de forma massiva conjuntos de mais de 700 imagens".

O aplicativo realiza todo o trabalho de computação em tempo real e os médicos podem ver e manipular as imagens em segundos, enquanto outras ferramentas similares necessitam de até 20 minutos para descarregar os dados.

O software está sendo criado pela Calgary Scientific e a companhia prevê que nos próximos dois anos mais de 50 mil hospitais de todo o mundo terão instalado o programa em suas redes.

O estudo de Goyal foi divulgado na última edição da publicação médica Journal of Medical Internet Research.

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