DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Vigilância interdita restaurante do Palácio dos Bandeirantes

Órgão afirma ter identificado 'procedimentos sanitários inadequados' na preparação da comida; empresa diz não ter sido notificada

Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

03 Agosto 2015 | 20h07

SÃO PAULO - O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo interditou por 40 dias o restaurante dos funcionários do Palácio dos Bandeirantes, após identificar "procedimentos sanitários inadequados" na preparação da comida dos servidores que trabalham na sede do governo paulista. 

Segundo nota enviada pela assessoria da vigilância, que é vinculada à Secretaria Estadual de Saúde, a decisão de interromper temporariamente os trabalhos partiu de uma denúncia recebida pela Casa Civil. "A Casa Civil do Estado de São Paulo recebeu denúncia de que os procedimentos sanitários adequados não estariam sendo plenamente observados no restaurante do palácio do governo".

"A Vigilância Sanitária constatou que havia procedimentos fora dos padrões técnicos e determinou as adequações necessárias, que já estão em andamento, com prazo de conclusão de 40 dias", informou a nota enviada pela assessoria de imprensa do órgão.

Funcionários do Palácio ouvidos pelo Estado afirmaram que evitam comer no restaurante por conta da qualidade da comida. "Posso dizer que os talheres e os copos também não eram dos mais limpos. Sempre pedia para trocar, porque vinham manchados", disse uma servidora que pediu para não se identificar.

Outro lado. A empresa Santa Helena Alimentos, responsável pelo restaurante do Palácio dos Bandeirantes, afirma não ter ciência da interdição e diz não ter sido notificada pela Vigilância Sanitária.

Segundo um representante da empresa, um dos refeitórios - são dois - está fechado para reformas desde sexta-feira, em ação prevista há meses. Já o segundo funcionou nesta segunda e deve abrir na terça-feira "normalmente". O representante explicou que a empresa recebeu, nos últimos dias, apenas uma notificação com prazo de dez dias para responder, mas não soube informar se era da Vigilância Sanitária ou de outro órgão.

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