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Vírus da pólio é encontrado em esgoto de Viracopos, diz OMS

Reuters

23 Junho 2014 | 13h 55

Amostra coletada em março é similar à de vírus recentemente isolada de um caso na Guiné Equatorial

Atualizada às 22h01

O vírus da poliomielite, doença erradicada no Brasil há 25 anos, foi encontrado em uma amostra de esgoto em Campinas, no interior do Estado de São Paulo, segundo informe divulgado nesta segunda-feira, 23, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), agência das Nações Unidas.

Embora o vírus tenha sido encontrado em solo brasileiro, não foi registrado até o momento nenhum caso da doença em humanos no País e o risco de transmissão é muito baixo, de acordo com a entidade.

O vírus da pólio foi identificado em amostras coletadas no último mês de março no esgoto do Aeroporto Internacional de Viracopos. Segundo a OMS, ele é similar a um micro-organismo recentemente isolado de um caso de poliomielite na Guiné Equatorial, na África Ocidental, um dos países que ainda registram casos da doença.

O Ministério da Saúde descartou a possibilidade de disseminação de poliomielite e classificou o episódio como um “achado eventual”.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, disse que foi o governo brasileiro que notificou a OMS sobre o vírus, encontrado durante um exame de rotina realizado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Ele reforçou que o vírus é semelhante ao encontrado na Guiné Equatorial e que provavelmente veio de lá.

“A Cetesb repetiu os mesmos exames em abril e todas as amostras foram negativas, até mesmo as de Viracopos, o que confirma que se tratou de algo eventual, provavelmente de um viajante, não sabemos se um passageiro ou tripulante”, disse o secretário.

A análise rotineira de amostras de esgoto faz parte da estratégia das autoridades sanitárias brasileiras para prevenir a disseminação do vírus.

No Estado de São Paulo, a Cetesb é responsável por esse monitoramento, que é realizado em dez pontos, entre eles os três principais aeroportos de São Paulo (Viracopos, Cumbica e Congonhas), os terminais rodoviários do Tietê e da Barra Funda, ambos na capital paulista, e em um estaleiro do Porto de Santos. As análises são realizadas desde 1999.

Em seu informe, a OMS afirmou que “o vírus só foi detectado no esgoto” e, até o momento, “nenhum caso de paralisia por pólio foi registrado”. 

Barbosa destaca que, além de o caso ter sido eventual, a cobertura por vacina no País contra a doença é de cerca de 99%. A última campanha nacional de imunização contra a doença no Brasil foi realizada há um ano, e a cobertura no Estado de São Paulo superou 95%, segundo a OMS. Para a organização, “a elevada imunidade parece ter evitado a transmissão”.

Risco. A agência da ONU disse que o risco de o vírus da poliomielite encontrado no Brasil se espalhar internacionalmente é “muito baixo”. Na Guiné Equatorial, porém, o risco é “alto”, de acordo com a entidade.

A Secretaria Estadual da Saúde informou que foi notificada sobre o achado da Cetesb, mas que ele não altera em nada a condição de erradicação que a doença tem no Estado de São Paulo e em todo o País.

Doença. A poliomielite ataca o sistema nervoso e pode causar paralisia irreversível em questão de horas. Não há cura para a doença, que pode ser evitada com vacinação.

A pólio é considerada erradicada do Brasil desde 1989 e o continente americano foi declarado livre da doença em 1991, de acordo com a OMS, que mantém uma campanha mundial para erradicar a ocorrência de novos casos.
Embora tenha sido eliminada em muitos países, a poliomielite foi tema de uma Declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional no mês passado. 

Na ocasião, a entidade colocou em alerta dez países com risco potencial de exportação do vírus: Afeganistão, Camarões, Etiópia, Guiné Equatorial, Iraque, Israel, Nigéria, Paquistão, Síria e Somália.

Segundo a OMS, até o dia 11 de junho, foram registrados 94 casos de pólio no mundo. / FABIANA CAMBRICOLI COM REUTERS

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