Voluntários da simulação de voo a Marte 'deixam planeta vermelho'

Eles deverão passar uma quarentena de três dias antes de poder abrir a escotilha e entrar no laboratório que simula a nave

23 Fevereiro 2011 | 14h01

 

MOSCOU - Os voluntários da simulação de voo a Marte abandonaram nesta quarta-feira, 23, a "superfície" do planeta vermelho, primeira etapa da viagem simulada de volta à Terra, informou o Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia em Moscou, onde está sendo realizado o experimento.

 

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O russo Aleksandr Smoléyevski, o ítalo-colombiano Diego Urbina e o chinês Wang Yue, após permanecer vários dias na simulação da superfície marciana, onde efetuaram três caminhadas, entraram no "módulo" rumo à nave interplanetária, à qual se acoplará na quinta-feira, 24.

 

No entanto, eles deverão passar uma quarentena de três dias antes de poder abrir a escotilha e entrar no laboratório que simula a nave.

 

Ali serão recebidos pelos outros três participantes do experimento Mars 500, os russos Alexei Sitev e Sujrob Kamólov e o francês Romain Charles, que permaneceram na "órbita marciana", à qual ingressaram no dia 1 de fevereiro.

 

O experimento, que começou no dia 3 de junho de 2010, serve para estudar a compatibilidade psicológica e a tolerância dos membros de uma tripulação durante um voo no espaço.

 

Seus participantes compartilharão durante um total de um ano e cinco meses os 550 metros cúbicos que somam os quatro módulos cilíndricos que conformam o simulador, situado no recinto do IPBM.

 

Permanecerão isolados do mundo exatamente o tempo que leva o voo de ida e volta a Marte, 490 dias, mais outros 30 de estadia simulada no planeta vermelho. O retorno dos cosmonautas à Terra está previsto para o dia 5 de novembro deste ano.

 

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos lançaram em 2004 o projeto, ao que uniu-se posteriormente China e no qual também colaboram países como os Estados Unidos e Espanha.

 

Em novembro de 2007 se realizou o primeiro experimento preparatório no qual seis voluntários russos permaneceram isolados no exterior durante duas semanas, enquanto em julho do ano passado aconteceu uma simulação de voo ao planeta vermelho de 105 dias.

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