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1º grupo de cubanos vai a Serra Leoa tratar vítimas do Ebola

165 médicos e enfermeiros foram ao país da África Ocidental após duas semanas de treinamento; outros 296 vão à Libéria e à Guiné 

Daniel Trotta, REUTERS

02 Outubro 2014 | 13h10

HAVANA - O presidente de Cuba, Raúl Castro, enviou o primeiro grupo de 165 médicos e enfermeiros à África Ocidental para ajudar a combater o surto do vírus Ebola, informou a mídia oficial nesta quinta-feira, 2.

Os 62 médicos e 103 enfermeiros partiram na quarta-feira, 1º, para a Serra Leoa, um dos três países da África Ocidental mais afetados pelo vírus, depois de mais de duas semanas de treinamento com especialistas internacionais em um hospital de Havana especializado em doenças tropicais, informou o jornal oficial Granma.

Outros 296 médicos e enfermeiros cubanos irão para Libéria e Guiné quando concluírem seu treinamento para ajudar a combater o pior surto de Ebola registrado até hoje. A doença já matou pelo menos 3.300 pessoas desde que começou na África Ocidental, em março.

A epidemia começou em uma parte remota da Guiné e se espalhou para a Libéria, Serra Leoa, Senegal e Nigéria.

Cuba tem mais de 50 mil médicos e enfermeiros espalhados por 66 países, incluindo mais de 4 mil em 32 nações africanas e mais de 10 mil no Brasil.

As missões no exterior são parte de uma diplomacia médica do governo comunista, que oferece brigadas especiais para desastres e emergências e também troca os serviços médicos por bens ou dinheiro, fazendo com que os serviços profissionais sejam um importante item de exportação.

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