Leo Souza/Estadão
Leo Souza/Estadão

100 milhões vacinados: brava gente brasileira; leia análise

Povo se organizou em filas nas madrugadas e merece aplausos pelo feito

Paulo A. Lotufo*, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2021 | 22h03

O Brasil atingiu 100 milhões de habitantes com a vacinação completa que deve ser comemorada. Quem merece os aplausos pelo feito?

Os gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde e, principalmente, os trabalhadores empenhados no esforço vacinal de forma intensiva desde meados de janeiro. E também os diretores e cientistas de nossas centenárias instituições, que honraram a tradição da saúde pública brasileira. Trata-se do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz, que realizaram uma tarefa árdua que foi dos ensaios clínicos até a produção industrial.

O burocrata federal anônimo, que clandestinamente, conseguiu viabilizar os acordos internacionais com diversos países para que as vacinas Coronavac e AstraZeneca chegassem aos braços de cem milhões de brasileiros.

Duas pessoas que devem ser nomeadas: João Doria e Nelson Teich. Neófitos no tema imunização, compreenderam a importância e o significado em garantir a vacinação à população no menor prazo possível.

Todos os cientistas, profissionais da saúde que, junto com os profissionais da comunicação, dia e noite, madrugadas e feriados, estivemos sempre ao lado da população com a informação correta e bem apresentada.

Principalmente, a “brava gente brasileira” que se organizou em filas iniciadas nas madrugadas para receber a vacina para a covid e que respondeu, a quem se considerava proprietário de suas consciências, com um brado retumbante: longe vá temor servil!

* PROFESSOR DA FACULDADE DE MEDICINA DA USP

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