Richard Rodriguez/EPA/EFE
Richard Rodriguez/EPA/EFE

2º profissional de saúde é diagnosticado com Ebola nos EUA

Funcionária de hospital do Texas tratou Thomas Duncan, o 1º morto pela doença no país; procedimentos de segurança são questionados

Cláudia Trevisan, Correspondente de O Estado de S. Paulo

15 Outubro 2014 | 07h11

Atualizado às 11h20

WASHINGTON - O governo do Texas anunciou nesta quarta-feira, 15, que mais uma funcionária de saúde de Dallas contraiu Ebola, no segundo caso de transmissão do vírus dentro dos Estados Unidos. A enfermeira foi infectada ao tratar do liberiano Thomas Eric Duncan, que contraiu a doença em seu país e morreu na cidade texana há uma semana.

Segundo nota do Departamento de Saúde do Estado, a funcionária teve febre nesta terça-feira, 14, e foi "imediatamente isolada" no Hospital Presbiteriano do Texas. A instituição está no centro dos casos de Ebola nos Estados Unidos e enfrenta uma série de críticas em relação à maneira como tem atuado.

Com febre alta, Duncan procurou o serviço de emergência do hospital no dia 25, mas foi dispensado, apesar de informar que vinha da Libéria, país que registra o maior número de casos de Ebola no mundo.

O liberiano só foi isolado três dias mais tarde, quando sua condição havia se deteriorado. O fato de que duas enfermeiras contraíram o vírus enquanto cuidavam de Duncan levanta dúvidas sobre os procedimentos de segurança adotados pelo hospital para evitar a transmissão da doença. 

Na semana passada, a enfermeira Nina Pham se tornou a primeira pessoa a contrair o vírus dentro dos Estados Unidos - Duncan foi o primeiro a ser diagnosticado com a doença no país. 

Pham continua internada no Hospital Presbiteriano e divulgou nota nesta terça-feira na qual disse que está "bem" e agradeceu o apoio que tem recebido.

"Eu sou abençoada pelo suporte de familiares e amigos e sou abençoada por ser tratada pelo melhor time de médicos e enfermeiras do mundo", afirmou a enfermeira.

O hospital disse que a enfermeira usou roupa de proteção, luvas e máscaras durante o tratamento de Duncan.

Na segunda-feira, 13, o diretor dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), Thomas Frieden, disse que o fato de ela ter sido infectada indica que houve uma "quebra do protocolo" prescrito para o cuidado de vítimas do Ebola.

Funcionários de saúde dos Estados Unidos têm dito que não se consideram preparados para tratar da doença e questionam os procedimentos existentes nos hospitais.

Nesta terça-feira, a União Nacional de Enfermeiros divulgou nota na qual afirma que não há protocolos estabelecidos para tratamento de Ebola no país. O texto aponta uma série de supostas falhas que teriam sido cometidas no Hospital Presbiteriano no tratamento de Duncan, entre as quais o uso inadequado de roupas de proteção, o que teria permitido a contaminação das duas funcionárias.

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