AP Photo/Felipe Dana
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250 cidades paulistas estão em situação de alerta ou risco para dengue, zika e chikungunya

Segundo dados do Ministério da Saúde, 208 cidades estão em alerta e 42 com risco de surto para doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2018 | 11h30

SÃO PAULO - Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde nos meses de outubro e novembro e apresentado nesta quarta-feira, 12, aponta que 250 cidades de São Paulo estão em alerta ou risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Os números integram o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) 

O governo considera que um município está em alerta para as doenças quando o Índice de Infestação Predial (IIP) está entre 1% a 3,9%. É considerado risco a partir de 4%.

No Brasil, dados do LIRAa indicam que 504 municípios apresentam alto índice de infestação, com risco de surto para doenças transmitidas pelo mosquito. Ao todo, 5.358 municípios de todo o País (96,2% do total) realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito, sendo 5.013 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 345 por armadilha. A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

Além das cidades em situação de risco, o LIRAa identificou 1.881 municípios em alerta e 2.628 municípios com índices satisfatórios (IIP inferior a 1%).

Estão com índices satisfatórios as capitais Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE). E estão em estado de alerta Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

Já as capitais Palmas (TO), Boa Vista (RR) Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya por apresentarem Índice de Infestação Predial (IIP) igual ou superior a 4%. As capitais Natal (RN) e Porto Alegre (RS) fizeram o levantamento por armadilha.

O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo de criadouro na região Nordeste. Na região Sudeste o maior número de depósitos encontrados foi em domicílio, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis. Nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sul predominou o lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção.

Dados Epidemiológicos

DENGUE - Até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o País, um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017 (232.372). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9 casos/100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

CHIKUNGUNYA - Até 3 de dezembro, foram notificados 84.294 casos de chikungunya em todo o País, redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 40,4 casos/100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.

ZIKA - Até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em todo o País, redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 3,8 casos/100 mil habitantes. Neste ano, foram quatro óbito.

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