37% dos jovens paulistanos que buscam ajuda contra tabagismo fumam narguilé

Levantamento da Secretaria da Saúde de SP foi feito com 932 fumantes; 96% declaram que também são adeptos do cigarro de cravo

estadão.com.br,

08 Fevereiro 2011 | 18h46

SÃO PAULO - Um estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra um dado alarmante sobre o tabagismo entre jovens: 37% dos participantes da pesquisa, com idade média de 25 anos, declaram ser usuários do narguilé. O levantamento foi feito com 932 fumantes - 96% declaram que também são adeptos do cigarro de cravo.

 

"A indústria revestiu com cheiro e gosto o consumo do tabaco para atrair um público cada vez mais jovem e, assim, substituir o grupo mais velho que está sofrendo com os males do fumo", afirma Stella Martins, diretora do Programa de Atenção ao Tabagista do Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas).

 

Com origem na cultura oriental, o narguilé - assim como os cigarros industriais - é composto por nicotina, alcatrão e monóxido de carbono, e libera substâncias cancerígenas como o arsênico e o chumbo. Segundo a diretora do Cratod, uma "sessão" de narguilé (como é chamada a rodada de fumo entre amigos) equivale a cerca de 100 cigarros.

 

Lei. O cigarro de cravo e o narguilé também estão enquadrados na Lei Antifumo, que começou a vigorar em 2009, e não podem ser vendidos a menores de 18 anos em todo o Estado.

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