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4 perguntas e respostas sobre a microcefalia

Ministério declara estado de emergência nacional em razão de surto identificado em PE; bebês podem ter problemas auditivos e de visão

O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2015 | 19h32

O Ministério da Saúde declarou estado de emergência nacional em razão de um surto identificado em Pernambuco de nascimento de bebês com microcefalia, malformação que causa sérias deficiências de desenvolvimento. Outros Estados do Nordeste também registram número acima da média de nascimentos de bebês com microcefalia. Uma das suspeitas é de que o aumento esteja relacionado com o zika vírus.

Leia abaixo 4 perguntas e respostas sobre a doença:

1. Quais são as consequências da microcefalia?

Variam de acordo com o grau das falhas no desenvolvimento e quais as áreas do cérebro que foram atingidas. Cérebros apresentam geralmente sulcos e giros, como uma noz. Nestes bebês, parte do cérebro é lisa, impedindo uma série de funções. Nos casos mais graves, bebês apresentam atraso mental profundo, paralisia. Podem ter problemas auditivos, motores, de visão, epilepsia e pneumonia de repetição.

2. Quando os problemas podem ser identificados?

O diagnóstico em muitos casos pode ser feito ainda durante a vida intrauterina, por meio do ultrassom. É considerado bebê com microcefalia aquele que apresenta uma circunferência da cabeça abaixo dos 32 centímetros, nos casos de bebês que não são prematuros. Tomografias e ressonâncias são feitas para avaliar a extensão das lesões e a existência (comum nos casos de microcefalias provocadas por infecções) de calcificações no cérebro

3. O bebê tem comportamento normal quando nasce?

Em muitos casos sim, principalmente nas reações reflexas, como piscar e sugar. 

4. O que pode ser feito?

Desde os primeiros dias, terapia ocupacional, ensinada por um profissional para pais ou cuidadores do bebê. Com passar do tempo, fisioterapia. Em graus muito leves, crianças apresentam bom desempenho na escola. 

 

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