Mahmood Hosseini/Tasnim News Agency via AP
Mahmood Hosseini/Tasnim News Agency via AP

44 pessoas morrem de intoxicação alcoólica no Irã por acreditarem que bebida cura coronavírus

Boato se espalhou no país, onde a venda de álcool é proibida e mais de 200 pessoas já foram internada por fake news

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2020 | 12h37

Pelo menos 44 pessoas morreram intoxicadas depois de beberem um tipo de álcool adulterado no Irã, durante esta terça-feira, 10. De acordo com um boato que circulava no país, bebidas alcoólicas ajudariam a curar o novo coronavírus.

Na República Islâmica, onde o consumo e a venda de álcool são proibidos, os meios de comunicação locais informam periodicamente intoxicações mortais com álcool contrabandeado. 

Segundo a Irna, agência de notícias oficial do país, a província do Juzestão (sudoeste) é a região com o maior registro de mortes por estas intoxicações, registrando 36 óbitos até o momento. Este número equivale ao dobro de vítimas pelo novo coronavírus na mesma província, 18, acrescentou a mesma fonte.

As demais pessoas mortas após o consumo adulterado são das províncias de Alborz (com sete mortos), perto de Teerã, e de Kermanshah. Na segunda-feira, 9, citando um funcionário do hospital local, a Irna acrescentou que outras 218 pessoas haviam sido hospitalizadas pela intoxicação em Ahvaz, a capital do Juzestão.

Ao todo, pelo menos 291 já morreram no Irã por contaminação do Covid-19, elevando o país ao posto de terceiro mais afetado pela doença, atrás apenas da China e da Itália. / AFP

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