5 crianças são monitoradas por Ebola nos Estados Unidos

Elas tiveram contato com o paciente confirmado anteontem, que continua internado no Texas, em estado grave

O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2014 | 21h07

Ao menos cinco crianças que tiveram contato com o paciente diagnosticado anteontem com o vírus Ebola nos Estados Unidos estão sendo monitoradas por autoridades sanitárias de Dallas, no Texas.

O homem, identificado como Thomas Eric Ducan, que continua internado, apresentou sintomas após voltar da Libéria, país que lidera os números de mortes e casos registrados na África. Segundo balanço da Organização Nacional da Saúde (OMS), a Libéria já registrou 1.998 mortes e 3.696 casos.

O governador do Texas, Rick Perry, confirmou ontem que algumas crianças em idade escolar tiveram contato com o paciente. Autoridades sanitárias informaram que Ducan esteve em contato com entre 12 e 18 pessoas, mas não há confirmação de que elas foram infectadas. As cinco crianças, que provavelmente estiveram com o paciente em uma casa durante um fim de semana, frequentaram quatro escolas diferentes. Por decisão das autoridades, as unidades vão continuar em funcionamento.

A equipe de saúde vai monitorar as pessoas que ficaram expostas ao paciente após ele começar a apresentar os sintomas do vírus. Isso por um período de 21 dias, que corresponde ao tempo em que um paciente começa a manifestar a doença.

O homem infectado trabalhou em uma empresa na Libéria e pode ter-se infectado após socorrer a filha do dono da casa onde morava, no dia 15 de setembro. Ela ficou gravemente doente e foi levada para o hospital. Um dia depois, morreu.

Depois disso, o filho do dono da casa, que ajudou a socorrer a mulher, também morreu. Vizinhos afirmaram que duas outras pessoas que tiveram contato com essa mulher morreram.

Ducan foi a um centro de saúde no dia 26, mas a equipe de saúde prescreveu antibióticos e o enviou de volta para casa, segundo meios de comunicação locais. Ele começou a sentir os sintomas, que vão de dores musculares e vômitos até febre e sangramentos após voltar de viagem. Dois dias após ser dispensado pelo serviço de saúde norte-americano, o paciente foi levado em uma ambulância para um hospital no Texas, onde permanece internado.

Risco. “O paciente foi isolado desde o início e até o momento não há nenhum outro caso de pessoas que tiveram os sintomas”, declarou Mauricio Lascano, epidemiologista dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em Atlanta. Um porta-voz do centro médico disse ontem que o paciente apresenta “estado grave”. Após confirmar o diagnóstico, o diretor do CDC Thomas Frieden, enfatizou que não é provável que a doença se propague nos Estados Unidos. /PAULA FELIX COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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