Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

65% das paulistanas não conhecem a síndrome dos ovários policísticos

Entrevistadas em pesquisa da Unifesp não souberam dizer quais são os sintomas; acne e pelos são algumas das evidências

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2015 | 08h07

SÃO PAULO - O aparecimento de acnes fora do período da adolescência pode ser o sinal de um problema que causa alterações no ciclo menstrual e pode levar à infertilidade: a síndrome dos ovários policísticos. Com sintomas que afetam principalmente a aparência feminina, como o aumento de pelos no corpo e acúmulo de gordura abdominal, o distúrbio nem sempre é identificado pelas mulheres.

Foi o que mostrou uma pesquisa realizada pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) em parceria com o laboratório Bayer. Entre as 600 mulheres ouvidas em São Paulo, 65% desconhecem os sintomas e 31% não souberam dizer se têm ou não o problema.

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O levantamento foi feito em cinco capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador. Ao todo foram 3.000 entrevistadas e o desconhecimento sobe para 71% nos dados que consideram todas as cidades onde a pesquisa foi feita.

Entre as paulistanas, a acne está ou já esteve presente na vida de 71% delas, mas apenas 5% procuraram um ginecologista para tentar solucionar o problema.

“O foco real foi saber o conhecimento da mulher em relação a uma causa importante da acne que é a síndrome. Às vezes, a mulher sente os efeitos e vai ao dermatologista, mas acabam tratando o problema sem saber a origem”, explica Afonso Nazário, chefe do Departamento de Ginecologia da Unifesp.


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