95 dos 98 chineses repatriados do México deixam quarentena

Outras duas pessoas que estiveram em estreito contato com esses passageiros estão em observação

Efe,

14 Maio 2009 | 04h31

Dos 98 chineses que foram repatriados do México na semana passada por um avião fretado pelo governo chinês, 95 deixaram a quarentena em Xangai, enquanto três continuam isolados em observação após apresentar sintomas gripais.

 

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Segundo informou nesta quinta-feira, 14, a agência oficial Xinhua, das 98 pessoas que permaneciam em quarentena na cidade, onde aterrissaram no dia 6 maio em um avião da companhia aérea China Southern, três seguem isoladas, porque a temperatura de uma delas chegou a 37,2 graus, explicou o porta-voz do Governo Municipal, Chen Qiwei.

 

Outras duas pessoas que estiveram em estreito contato com ela também continuam em quarentena, até que se confirme que esse caso de temperatura elevada não se deve à gripe suína.

 

As outras 95 pessoas não apresentaram qualquer sintoma e foram liberadas na quarta-feira à tarde, após sete dias de isolamento em um hotel próximo ao aeroporto internacional de Pudong.

 

Carne de porco

 

Diplomatas de oito países - incluindo o Brasil - comeram nesta quinta-feira carne de porco mexicana para demonstrar que a gripe suína não pode ser transmitida através da ingestão da carne deste animal.

 

O evento foi convocado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Confederação dos Criadores de Suínos Mexicanos (CPM, na sigla em espanhol) e a Secretaria de Agricultura e Pecuária do México (Sagarpa). Participaram do evento diplomatas de Brasil, Colômbia, Japão, Nova Zelândia, Espanha, Peru, Chile e Argentina.

 

"Com este evento queremos confirmar o que todos já sabem: a carne suína é totalmente saudável, e não há qualquer problema em nível sanitário com a carne", assegurou durante o evento o representante da FAO no México, Norman Bellino.

 

Bellino ainda parabenizou o México pelas "excelentes" medidas que adotou para enfrentar a epidemia da gripe suína, que já matou 60 pessoas e contagiou outras 2.386 neste país.

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