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A conquista do turismo espacial em 2012

Agências de viagens já estão preparadas e têm uma longa lista de clientes

Efe,

25 de janeiro de 2012 | 09h03

Para o ano de 2012, companhias como a Virgin Galactic se propuseram a começar as viagens turísticas ao espaço. Se conseguirão ou não, ainda não se sabe, mas as agências de viagens já estão preparadas e têm uma longa lista de clientes.

Sir Richard Branson, dono e fundador da Virgin Galactic, indicou que a primeira viagem com turistas a bordo - ele e sua família - poderia ser feita no fim do ano ou no início de 2013.

A empresa selecionou um grupo reduzido de agências no mundo que oferecem tais viagens, com a de Lynda Turley Garrett, presidente do "Alpine Travel of Saratoga", na Califórnia, ou de Bill Rubinson, da "Rubinson Travel", da Pensilvania, que têm uma carteira de clientes desejando experimentar novas emoções.

"A data do primeiro voo não está definida ainda, mas cada teste tem dado bons resultados e dentro do programa previsto", indicou Turley à Efe, também sinalizando que Virgin Galactic "tem atualmente 475 reservas de clientes no mundo".

Por agora, já há infraestrutura no deserto do Novo México onde está o "Spacefort", um complexo futurista do arquiteto Norman Foster, desde onde está prevista a partida da nave WhiteKnightTwo (WK2) e das SpaceShipTwo (SS2)

A SpaceShipTwo, que tem o tamanho de uma nave privada e capacidade para seis passageiros e dois pilotos, realizou com sucesso seu primeiro voo de ensaios tripulado independente sobre o deserto de Mojave, na Califórnia, em outubro de 2010.

Segundo Turley, há uma série de lugares reservados para personalidades de diferentes países do mundo que viajarão a convite da Virgin Galactic. "Sir Richard quer que isso seja um evento realmente global, a primeira pessoa de cada país no mundo - dos Estados Unidos, Canadá, Espanha ou Japão", que viaje ao espaço.

O resto dos interessados poderão comprar um bilhete para o primeiro ano desde que que saia o primeiro voo, por U$ 200 mil dólares ou uma passagem para o segundo, mediante um depósito de U$ 20 mil dólares e pagamento do restante quando houver a confirmação do voo.

Além disso, para famílias aventureiras ou grupos de amigos que, entediados de destinos convencionais, queiram fretar a nave, terão um desconto de 10%.

Mas a cifra não inclui apenas a passagem, mas três dias de entretenimento no aeroporto espacial com pensão completa - excluída a viagem desde a cidade de procedência do turista - e entrar para um clube exclusivo.

Os pioneiros espaciais têm a oportunidade de participar de eventos organizados pela Virgin e inclusive conhecer Branson.

O voo é sub-orbital, ou seja, não chega a sair da órbita terrestre, mas os passageiros poderão experimentar a sensação de falta de gravidade e fazer algo que apenas poucos privilegiados podem fazer: olhar a Terra da janela.

Está previto que a SpaceShipTwo parta acoplada à nave-mãe e suba durante 45 minutos até 15 quilômetros de altura, onde será desacoplada. Após alguns segundos de queda, o motor entrará em ignição e a nave será propulsada a 4 mil quilômetros por hora. Em 90 segundos, chegará aos 110 quilômetros de altura.

Os motores serão desligados e os turistas poderão desfrutar da falta de gravidade durante alguns minutos e observar a Terra antes de afivelar os cintos para realizar a reentrada e pousar no "espaçoporto".

Entre os que já reservaram a passagem, há famosos e empresários, "mas também gente que quer realizar o sonho de ir ao espaço ou ver que a contribuição de um programa que entrará para os livros de história", diz Turley.

Tanto Turley como Rubinsohn consideram que daqui a no máximo cinco anos as passagens ficarão mais baratas. "Como todos os novos produtos, o primeiro a sair é mais caro que os seguintes. Espero que o custo diminua em dois ou três anos", diz Robinson.

Na opinião Turley, "os custos da pesquisa e desenvolvimento são sempre mais altos em um projeto como este, mas à medida que vão sendo compensados em alguns anos o preço cairá".

Turley lembrou que também há outras companhias como SpaceX, de Elon Musk, co-fundador do PayPal, e mais recentemente o fundador da Amazon.com, Jeffrey Bezos, e Paul Allen, um dos fundadors da Microsoft, que mostraram interesse no espaço.

Os projetos, no momento, "estão centrados principalmente em colocar satélites em órbita e ganhar contratos co a Nasa, mas já indicaram que as viagens com passageiros poderia fazer parte de um plano futuro".

 

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