A luta contra o câncer não pode esperar
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A luta contra o câncer não pode esperar

Apesar da insegurança gerada pela pandemia, é preciso procurar os serviços médicos

Pfizer, Media Lab Estadão
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20 de agosto de 2020 | 16h12

A emergência da covid-19 vem afetando os cuidados de outras doenças, sobretudo aquelas que exigem um controle contínuo. No caso do câncer, uma preocupação extra são os atrasos de exames preventivos, que, mais adiante, irão representar um aumento de detecção de tumores em estágios mais avançados. Diante desse cenário, confirmado por pesquisas feitas por entidades médicas e associações de pacientes (veja quadro), o Estadão Media Lab e a Pfizer organizaram o webinar Oncologia em Tempos de Pandemia. Com moderação de Rita Lisauskas, o evento propôs uma reflexão em torno da importância de superar o medo e não deixar que a pandemia de coronavírus acabe reduzindo a chance de cura.

“Se o momento é desafiador para todos, imagine para pacientes oncológicos e seus familiares”, ponderou Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer. Mas é preciso lembrar, prosseguiu a médica, que o câncer é um dos principais problemas de saúde pública, sendo a segunda causa de morte em âmbito global. Para a patologista Katia Moreira Leite, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o medo do contágio pelo novo coronavírus é um dos fatores por trás de uma queda alarmante de exames de rastreamento. As pessoas estão deixando de buscar orientação médica mesmo diante de sintomas expressivos como sangue na urina, que pode indicar câncer de bexiga. “A situação é grave e o sistema público de saúde precisa discutir desde já de que maneira vai absorver essa demanda represada”, observou Katia Leite.

O oncologista Bruno Ferrari, presidente do conselho de administração da Oncoclinicas, destacou o recurso da telemedicina, regulamentada durante a pandemia, como uma oportunidade de proporcionar atenção individualizada, facilitando desde avaliações de sintomas até monitoramento de quem está se tratando em casa com medicação oral. E, se houver necessidade de consulta presencial, as instituições de saúde criaram fluxos seguros para os pacientes, separando o atendimento de covid-19 das demais rotinas hospitalares. Para Ferrari, campanhas como “O câncer não faz quarentena”, elaborada pela Pfizer, são importante estratégia para estimular a busca pelos sistemas de atendimento em oncologia. “A atenção em saúde não pode ser abandonada mesmo diante de uma sensação de insegurança que estamos vivendo. Ter informação nesse momento para tomada de decisão é essencial”, disse Márjori Dulcine.

A advogada Germaine Tillwitz, 36 anos, casada, com duas filhas, se armou com coragem e nem pensou em interromper o tratamento. Ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2016 e em 2018 teve a notícia de metástase nos ossos e na medula. “Não tenho como dizer para minhas células esperarem a pandemia passar. Então, tomo todos os cuidados, uso máscara, lavo as mãos, uso álcool em gel, e duas vezes por mês vou ao hospital para exames, medicação e consulta”, disse. Ela contou ainda que passou a frequentar virtualmente um grupo de cuidados paliativos, no qual tem encontrado apoio para superar as dificuldades. A determinação é tamanha que Germaine não titubeou em mudar de oncologista mesmo neste momento crítico da pandemia. “Quero que o médico me veja como protagonista, então não podia continuar com um profissional com o qual não me sentia confortável. Procurei outro e estou satisfeita”, concluiu.

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