Abril Marrom chama a atenção para a prevenção de doenças oculares
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Abril Marrom chama a atenção para a prevenção de doenças oculares

Campanha tem o objetivo de ajudar a prevenir, a combater e a reabilitar enfermidades que podem levar à deficiência visual

Novartis, Media Lab Estadão
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30 de abril de 2020 | 08h00

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O dado impressiona: entre 60% e 80% dos casos de cegueira são evitáveis e/ou tratáveis.
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A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que quase 700 mil brasileiros poderiam estar enxergando se tivessem recebido o tratamento adequado precocemente. Uma das principais razões que levam a esse cenário, que acontece principalmente em países emergentes e subdesenvolvidos, é que a maioria das pessoas não tem o costume de marcar consultas periódicas com o oftalmologista e só procura o médico quando os sintomas, que muitas vezes caminham silenciosamente, já estão evoluídos e o quadro bem comprometido.

É por isso que iniciativas como a Campanha Abril Marrom, que surgiu em 2016 e envolve atividades de conscientização da população, eventos sobre o tema e mutirões de atendimento oftalmológicos, são tão importantes.

Entre as principais causas de cegueira no Brasil estão catarata, glaucoma, cegueira infantil, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade (DMRI), sendo as duas últimas praticamente desconhecidas da população. “No caso da retinopatia diabética, quando o diabetes não é bem controlado, pode levar a lesões em pequenos vasos da retina, a região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro”, afirma o oftalmologista Pedro Carlos Carricondo, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ocular.

“Já na DMRI, a exposição repetida dos olhos à luz provoca a deposição de uma substância na mácula, uma das partes da retina, o que leva à perda progressiva da visão central”, explica. Existem tratamentos que podem barrar a sua evolução e até mesmo recuperar a perda visual, se forem utilizados no momento certo. Por isso, é muito importante visitar o especialista com frequência e diante de qualquer sinal de alteração, como distorção na imagem e dor nos olhos.

As crianças precisam de atenção especial, pois muitas vezes não sabem identificar e explicar quando há algo errado na sua visão. “Outro detalhe importante é que elas costumam se adaptar à deficiência e não se queixam”, diz a oftalmologista Juliana Maria Ferraz Sallum, professora afiliada da Universidade Federal de São Paulo. “Existem doenças genéticas que desencadeiam mutações que levam a deficiências visuais desde cedo, mais uma razão para que as crianças sejam acompanhadas por profissionais”, recomenda. Também é essencial que os pais observem se elas têm dificuldade de locomoção, apresentam problemas na escola, vivem com os olhos lacrimejando ou avermelhados, entre outros sinais de que podem não estar enxergando muito bem. E, diante de qualquer um deles, levem o filho ao médico o mais rápido possível. 

Inclusão e qualidade de vida

Outro foco importante da Campanha Abril Marrom é promover a inclusão de indivíduos com problemas visuais. Esse é o objetivo do trabalho da Fundação Dorina Nowill para Cegos. “Realizamos programas em escolas, universidades e no mercado de trabalho para que essas pessoas percebam que podem desempenhar as suas atividades e combater o preconceito da sociedade”, conta Eliana Cunha, coordenadora da área de educação inclusiva da instituição.

A Retina Brasil, associação sem fins lucrativos, é outro exemplo de entidade que se dedica a essa área. “Oferecemos informações para diminuir os casos de perda de visão, e auxiliamos quem já está enfrentando esse tipo problema para que seja reintegrado à sociedade e possa voltar à sua rotina com mais qualidade de vida”, diz Maria Julia Araújo, presidente da instituição. “Também trabalhamos junto com o poder público para que os brasileiros tenham mais acesso à saúde ocular, do diagnóstico ao tratamento”, acrescenta Maria Julia. Ela sofre com uma doença chamada retinose pigmentar, que tem origem hereditária e provoca uma degeneração na retina, desencadeando a perda gradual da visão. “Na época foi bem difícil chegar a esse diagnóstico e começar o tratamento adequado”, relembra.

A mineira Marina Leite Brandão sente na pele como é conviver com dificuldade para enxergar. Ela é portadora de uma doença hereditária chamada Stargardt, que não tem tratamento e leva à morte de células localizadas na mácula, provocando perda na visão central. Os sintomas vão aparecendo aos poucos, como problema para enxergar à noite, fotofobia, dificuldade para ler e para identificar as pessoas e, em seguida, vai ocorrendo uma perda mais acentuada da visão periférica.

Apesar de enfrentar todas essas limitações, que ficam ainda piores diante da falta de preparo das pessoas para lidar com esse tipo de quadro, Marina não se deixou abater. Cursou pós-graduação em Relações Internacionais, MBA na Faculdade Getúlio Vargas em Comunicação e Marketing Digital e até um intercâmbio para estudar na renomada Universidade de Sorbonne, na França. Atualmente, assim como Maria Júlia Araújo, ela usa sua experiência para ajudar outras pessoas, trabalhando como voluntária na Instituição Retina Brasil.

As doença hereditárias da retina são outro exemplo de males desencadeados por alterações genéticas que levam ao prejuízo da visão. Aproximadamente 60% dos pacientes têm formas graves e acabam apresentando cegueira total. Visitar um oftalmologista anualmente e ficar atento a qualquer alteração visual ou desconforto nos olhos de toda a família é essencial para garantir o diagnóstico precoce e agir contra o desenvolvimento de problemas oculares.


 

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