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Acidente faz Rússia adiar missão tripulada à Estação Espacial

Três astronautas retornam nesta sexta-feira, deixando a ISS com apenas três tripulantes e sob o risco de permanecer vazia

Reuters

14 de setembro de 2011 | 09h09

  

 
MOSCOU - A Rússia disse na terça-feira que adiou para 12 de novembro a próxima missão tripulada à Estação Espacial Internacional, por causa de preocupações decorrentes com um acidente em um voo cargueiro não tripulado no mês passado. A intenção inicial era levar novos astronautas ao espaço em outubro.

 

Três astronautas precisaram passar uma semana adicional na Estação, e os países participantes desse empreendimento cogitaram deixá-la sem tripulantes pela primeira vez em uma década, depois que um defeito em um foguete russo, em 24 de agosto, despedaçou o módulo cargueiro Progress.

 

O Progress, com cerca de três toneladas de carga, tinha como destino a Estação Espacial Internacional (ISS) e se acidentou nesta quarta-feira na república russa de Altaica, no sul da Sibéria, pouco após ser lançado da base de Baikonur (Cazaquistão). As perdas devido ao acidente foram estimadas em mais de US$ 100 milhões.

 

Um norte-americano e dois russos que estão a bordo da estação devem pousar na sexta-feira nas estepes cazaques, deixando no espaço apenas três tripulantes - o mínimo possível - até a chegada dos novos colegas.

 

Uma investigação sobre o acidente com o foguete Soyuz - quase idêntico ao que é usado em voos tripulados - detectou uma falha de fabricação que impedia o combustível de chegar ao gerador de gás, causando problemas no motor nos estágios superiores.

 

O próximo voo tripulado russo será o primeiro desde que os EUA aposentaram a sua frota de ônibus espaciais, em julho. O acidente causou preocupação na Nasa, que agora depende inteiramente das naves russas para mandar astronautas à estação.

 

A agência espacial russa disse também que agendou uma nova missão de abastecimento da Progress para 30 de outubro, levando alimentos e combustíveis aos tripulantes remanescentes na estação - o russo Sergei Volkov, o norte-americano Mike Fossum e o japonês Satoshi Furukawa.

 

A Nasa está estudando diferentes cenários e o especialista apontou inclusive a possibilidade de reduzir as quantidades de comida dos astronautas caso tivessem dificuldade para transportar as provisões. No entanto, insistiu que isso é pouco provável depois da carga levada por Atlantis em julho.

 

Após a retirada das naves, de 30 anos de serviço, os Estados Unidos ficaram sem um veículo próprio para viajar à ISS e dependendo das naves russas, que realizam várias viagens por ano para levar oxigênio, combustível, alimentos e diversos equipamentos.

 

Enquanto isso, nos EUA começou a corrida espacial privada e 10 empresas disputam para ser a primeira a desenvolver um veículo alternativo privado. Uma delas é SpaceX, cuja cápsula Dragon, deve fazer um voo de demonstração em novembro, com uma carga de 800 quilos, segundo lembrou Suffredini. "Nosso desejo é ter um veículo de carga americano o mais rápido possível, após a retirada das naves".

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