Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Acupuntura cresce na rede pública e em planos de saúde

Nas unidades do SUS em São Paulo, nº de sessões triplicou em 5 anos; busca por cuidado integral é uma das razões, diz especialista

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

03 Janeiro 2015 | 20h39

Populares em clínicas particulares, a acupuntura e outras práticas da chamada medicina alternativa têm sido cada vez mais procuradas também por pacientes da rede pública e dos planos de saúde. Só nas unidades estaduais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo, o número de sessões triplicou em cinco anos, passando de 81 mil, em 2008, para 247 mil em 2013, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.

O aumento também foi observado nos postos do SUS em todo o Brasil, na rede pública municipal de São Paulo e em operadoras de planos de saúde.

Para especialistas e pacientes, a procura por um cuidado integral, que não apenas trate uma doença específica, mas trabalhe o corpo como um todo e promova a saúde e o bem-estar, é a principal razão para o crescimento dessas práticas.

“Esses conhecimentos milenares vêm tendo seus resultados comprovados cientificamente”, afirma Emilio Telesi Jr., coordenador da área técnica de Medicinas Tradicionais, Homeopatia e Práticas Integrativas de Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. “Com o aumento das doenças crônicas e a necessidade de utilização constante de remédios, as pessoas veem o quanto é importante cuidar do todo, mantendo um espaço para a saúde em suas vidas. E é um procedimento que proporciona bem-estar para os profissionais que executam também”, completa.

Melhora. Foi a acupuntura associada à massagem terapêutica e à meditação que permitiu que a nutricionista aposentada Akiko Hachiya Pinto, de 75 anos, superasse os diversos problemas físicos que foram surgindo após ela desenvolver uma depressão, há cinco anos.

“Quando me aposentei, eu tinha vários planos, mas percebi que meu corpo, minha mente e minha condição financeira não permitiam que eu fizesse tudo o que sonhava e comecei a ficar deprimida. Só que isso teve reflexos no meu corpo. Tive pneumonia, gastrite e um problema no nervo da perna. Não conseguia mais andar”, conta ela.

Há cerca de seis meses, Akiko foi aconselhada por uma médica com quem tinha trabalhado a procurar o Centro de Referência em Homeopatia, Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas de Saúde da Prefeitura de São Paulo, na zona sul da capital.

“Comecei a fazer acupuntura e a passar com o homeopata também. A medicina oriental mexe com o sistema todo, faz com que você entenda o porquê de determinada dor. No meu caso, não adiantava tratar só as doenças, os sintomas, se eu não me cuidasse integralmente”, afirma a nutricionista, que voltou a andar graças ao tratamento com as agulhas.

“A acupuntura me ajudou muito. E me sinto melhor. Até fiz o almoço de Natal para a família. Respeitando meu ritmo, mas fiz”, comemora Akiko.

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