Adiar exames e consultas durante a pandemia pode trazer riscos
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Adiar exames e consultas durante a pandemia pode trazer riscos

Temor de contágio pelo novo coronavírus afastou muitas pessoas dos cuidados preventivos e de tratamentos. Os reflexos disso na saúde já são percebidos, em especial nos pacientes oncológicos

DASA, Estadão Blue Studio
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27 de julho de 2021 | 07h30

Um fluxo de pacientes controlado, totalmente separado de outras rotinas médicas e sem nenhum contato com áreas onde se trata a covid-19. E um ambiente com segurança e higienização constante. É isso que os pacientes que buscam os essenciais exames de rastreamento de câncer, como as mamografias, têm encontrado atualmente em hospitais e clínicas. Segundo especialistas, essa nova realidade deve servir para reforçar a urgência do diagnóstico precoce.

Entre as muitas mudanças de rotina causadas pela pandemia da covid-19, a postergação da realização de exames periódicos para a detecção do câncer é uma das que mais têm preocupado os médicos. Com medo do contágio pelo novo coronavírus, pacientes deixaram de fazer desde consultas a ginecologistas e oncologistas até mamografias e outros exames. Cirurgias, biópsias e sessões de radioterapia e quimioterapia também foram adiadas, causando um temor por diagnósticos tardios e pela perda de qualidade dos tratamentos. Agora, estão retornando ao ritmo normal.

Números levantados pela Dasa – maior rede de saúde integrada do Brasil – comprovam esse impacto. Logo no início da crise sanitária, entre o primeiro e o segundo trimestres de 2020, os exames de mamografia (essenciais para rastrear o câncer de mama) caíram 69%.

Segundo a oncologista Mariana Scaranti, especialista em tumores ginecológicos da GeneOne, empresa de genômica da Dasa, os oncologistas reportaram queda muito importante no número de consultas nos períodos mais críticos da pandemia. No caso de câncer de mama, que pode acometer até uma em cada 12 mulheres até os 90 anos, a demora no diagnóstico é preocupante, alerta. “Os tumores podem ser descobertos já grandes, o que torna o tratamento mais difícil e pode envolver mais riscos. Um tumor descoberto antes pode gerar uma cirurgia mais conservadora, que preserva a mama e talvez não demande quimioterapia. As chances de cura com diagnóstico precoce são muito maiores”, compara a oncologista.

Ela também explica que a hereditariedade é algo importante quando se fala em câncer e, por isso, para alguns casos, são recomendados aconselhamento e testes genéticos. “Até mesmo a idade para começar a fazer mamografia muda quando estamos falando de uma mulher com histórico de câncer de mama na família. Eventualmente, para essas mulheres também podemos indicar ressonância de mamas em idade mais precoce”, diz.

Os testes genômicos podem mostrar os riscos de desenvolvimento de alguns tipos de câncer e serem usados para definir posteriores estratégias de rastreamento. Os mais conhecidos são os painéis genéticos para câncer de mama, que ganharam destaque depois de a atriz Angelina Jolie ter relatado ser portadora de uma alteração genética que aumenta o risco desse tipo de câncer.  A análise genômica dos tumores também é usada no tratamento e auxilia os médicos a escolherem a melhor terapia. “é o que chamamos de medicina de precisão”, acrescenta Mariana.

Os cuidados preventivos, como cuidar do peso e da dieta, valem para a maioria dos tumores que atingem a população feminina. Câncer de mama e do colo do útero, por exemplo, são rastreáveis por mamografia e papanicolau, respectivamente. Para os que não possuem exames de rastreamento, como o câncer de ovário, é preciso estar atenta aos sintomas, afirma Scaranti. “Dor e inchaço abdominal, alteração do ciclo menstrual e sangramento vaginal anormal são possíveis sintomas”, lista.

Quem observar sangramento vaginal na pós-menopausa deve procurar um ginecologista para avaliação apropriada visto que este é o principal sintoma de câncer de endométrio, doença que ficou famosa em 2020 após ter acometido a apresentadora Fátima Bernardes. A oncologista aponta como essencial para a prevenção do câncer de colo do útero a vacinação contra o HPV, recomendada para meninas entre 9 e 14 anos de idade. “Vai gerar um impacto muito positivo na futura geração de mulheres”, prevê.

A oncologista do Hospital Nove de Julho Bruna Zucchetti, especializada em câncer de mama, viu na prática os efeitos da pandemia na rede de encaminhamento de pacientes, especialmente entre abril e julho do ano passado e no período entre março e maio de 2021, o auge das duas ondas da covid-19 no País. “Agora, estamos sendo mais demandados e os cirurgiões estão operando mais”, afirma.

Ela tranquiliza quem precisar acessar os serviços de exames como a mamografia, porque os hospitais já têm um fluxo específico para tratar casos ou suspeitas de covid-19 e esses pacientes não se misturam ou interagem com os demais. “Quem vai fazer exames eletivos não entra em contato com os outros pacientes. O ambiente está muito seguro”, garante.

A médica também destaca que os espaços específicos para os exames e tratamentos são higienizados regularmente e estão com maior espaçamento entre um atendimento e outro justamente para garantir todos os protocolos de segurança.

Tratamento na pandemia

Entender que pandemia não pode impedir a busca por cuidados com a saúde é importante. A coordenadora de eventos e viagens Ana Cristina Reis, de 38 anos, não deixou que o temor de contrair o novo coronavírus se tornasse uma barreira. Quando notou algo diferente em um dos seios, muniu-se de coragem, álcool em gel e duas máscaras e foi atrás de respostas. “Eu tinha medo da covid-19, mas queria saber sobre minha saúde.” Ela é uma das pacientes da oncologista Zucchetti e está sendo tratada de um câncer de mama com quimioterapia.

Em home office, Ana Cristina, o marido e o filho de dois anos sempre seguiram, dentro do possível, as regras de isolamento social. Ainda assim, em outubro passado, ela precisou sair de casa para cumprir com sua consulta ginecológica anual.

Após a visita, vieram exames, encaminhamento para mais um especialista e o diagnóstico: ela tinha um câncer de mama e linfonodos na axila esquerda.

Ana Cristina iniciou sua jornada de tratamento oncológico com a médica Zucchetti, em abril deste ano, e atualmente está passando por um processo de quimioterapia antes de seguir para cirurgia. 

Para quem tem receio de buscar tratamento preventivo ou curativo durante a pandemia, ela é taxativa: “Vá ao médico, com todos os cuidados, álcool, máscara, mas vá, não deixe de se cuidar. O câncer é uma doença traiçoeira e que flui muito rápido”.

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Um tumor descoberto antes pode gerar uma cirurgia mais conservadora, que preserva a mama
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Mariana Scaranti, oncologista da GeneOne

 

Inteligência de dados e a humanização no tratamento do câncer

Tratar a área oncológica de forma integrada, com uso intensivo de tecnologia, incluindo inteligência de dados, e reconhecer que a experiência do paciente de câncer precisa ser personalizada, é a proposta de valor da Dasa nesse que é um dos segmentos mais sensíveis da medicina. A busca em todo o ecossistema da empresa, segundo o diretor-geral de Negócios Hospitalares e Oncologia da Dasa, Emerson Gasparetto, é pelo diagnóstico cada vez mais precoce e acurado, o que vai trazer tratamentos mais eficazes e com melhor desfecho clínico.

Segundo o médico e executivo, o processo fragmentado no setor de saúde gera perdas de tempo e recursos na jornada do paciente que podem comprometer ou alongar os tratamentos. Ele compara que um processo normal de encaminhamento de pacientes a partir de um ginecologista ou clínico geral, exames, biópsias, redirecionamento para oncologistas ou mastologistas, autorizações de planos de saúde e inícios das intervenções clínicas pode levar de três a seis meses. Na Dasa, o processo integrado pode reduzir essa espera para cinco a sete dias.

No ecossistema da Dasa, explica Gasparetto, o processo segue um modelo mais rápido: a imagem captada durante uma mamografia, por exemplo, sobe para a nuvem e um algoritmo faz a identificação de uma lesão suspeita de câncer. “Ligamos para o médico da paciente e pedimos autorização para seguir o tratamento em nossa rede integrada”, conta. Isso agiliza o pedido de biópsias e uma consulta com um oncologista pode ser marcada em, no máximo, dois dias. O ecossistema Dasa inclui a medicina genômica, por meio da GeneOne, o que permite que nesse processo sejam oferecidos também testes para identificar o subtipo de câncer, trazendo mais precisão ao tratamento.

Identificado o tipo de tumor e definido e iniciado o tratamento, a Dasa aponta seu foco para o segundo pilar, que é o da experiência do paciente. O diretor lembra que quimioterapia ou radioterapia são tratamentos agressivos, deixando as pessoas mais sensíveis. “Elas perdem o sentimento de onipotência e precisam de mais carinho, atenção e acolhimento.” A empresa pensa a todo momento nesse processo, desde o atendimento feito por equipe personalizada, estrutura dos boxes até plataforma digital de acompanhamento. A família do paciente é integrada ao processo, que pode incluir informações sobre cuidados paliativos nos casos mais graves.

Boa parte das inovações adotadas pela Dasa, como a leitura automática das mamografias, veio dos investimentos em tecnologia e dados realizados desde 2015. Faz parte disso o uso da inteligência de dados, algo relevante para um ecossistema que realiza mais de 300 milhões de exames e atende mais de 20 milhões de brasileiros todos os anos.

 

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