Advogado-geral da União diz que médicos cubanos não terão direito a asilo

Segundo Adams, caso peçam refúgio no País, os profissionais do programa Mais Médicos serão devolvidos à Cuba

Diego Zanchetta,

23 de agosto de 2013 | 17h18

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou nesta sexta-feira, dia 23, que nenhum dos 4 mil médicos cubanos contratados por meio do convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) receberá asilo diplomático caso faça o pedido após desembarcar no Brasil. “Nesse caso, parece-me que não teriam direito a essa exceção. Eles seriam devolvidos”. O advogado-geral da União diz acreditar que isso não vai acontecer. “São pessoas que estão entrando no País não como refugiados. São profissionais que têm de respeitar as regras do convênio com a Organização Pan-Americana da Saúde."

 

Adams disse ainda que os médicos cubanos correm o risco - como qualquer estrangeiro - de serem deportados caso participem de manifestações públicas violentas no País. “Mas se for pacífica, não vejo problema algum.” De acordo com ele, cada município que receber esses médicos terá de providenciar alojamento e alimentação aos profissionais. Ele afirmou que as cidades já estão preparadas para fornecer moradia aos cubanos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.