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Afinal, devemos fazer o alongamento antes ou depois do treino?

Benefícios da prática regular podem ser vistos a longo e curto prazo

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2022 | 05h00

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Afinal, devemos fazer o alongamento antes ou depois do treino?

Henrique Soares, São Paulo

Responde Aline Martuscelli, educadora física e mestre em Fisiologia do Exercício.

Quando falamos de flexibilidade, estamos falando de uma aptidão física relacionada à saúde, portanto deveria ser vista como um treino à parte, e não um complemento de outra modalidade. No entanto, são raras as pessoas que separam três vezes na semana para alongar todo o grupamento muscular, fazendo de duas a quatro séries, com 10 a 30 segundos em cada movimento – tal como determina o Colégio Americano de Medicina de Esporte para o treino de flexibilidade. 

Assim, o alongamento rápido, feito pela maioria, entra como um acessório de aquecimento, e pode ser feito antes ou depois do treino. Só nos casos de práticas destinadas ao crescimento muscular é indicado que seja feito após o treino, pois pode causar diminuição de força durante a sessão.

Se for possível, primeiro aqueça, depois se alongue. Com a musculatura aquecida, a elasticidade do músculo aumenta, fazendo com que o alongamento pós-aquecimento seja mais efetivo. 

O alongamento faz muita diferença na hora da prática, uma vez que aumenta o metabolismo, a temperatura (o que diminui o risco de lesão), o fluxo sanguíneo na região exercitada e o líquido sinovial da região, que é responsável pela proteção e lubrificação das articulações. Quem não tem grande flexibilidade pode ter deterioração de células musculares, por exemplo.

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