África Oriental está novamente livre da pólio, informa a ONU

Na Ásia, o vírus parece ter se espalhado a partir do Tajiquistão, onde paralisou 437 crianças

REUTERS,

30 Julho 2010 | 15h36

A África Oriental está mais uma vez livre da poliomielite. Quatro países - Etiópia, Quênia, Sudão e Uganda - não registram nenhum caso da doença há mais de um ano, informam as nações Unidas e outras agências.

 

Mas na Ásia o vírus parece ter se espalhado a partir do Tajiquistão, onde paralisou 437 crianças desde abril, para infectar seis crianças de etnia tajique na Rússia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

"Ele foi detectado em alguns poucos indivíduos de comunidades tajiques na Índia. Há uma investigação em andamento, e não sabemos onde a infecção ocorreu", disse o porta-voz da OMS, Oliver Rosenbauer.

 

O último caso confirmado de pólio na Rússia ocorreu em 1996, mas se a investigação mostrar que as vítimas foram infectadas no Tajiquistão, os casos serão computados na epidemia de lá, disse ele.

 

Em outro revés para e meta de eliminar a pólio do mundo, um único caso registrado na República Democrática do Congo parece ter sido importado de Angola, onde também há uma epidemia.

 

Agências de ajuda humanitária estão tentando limitar a disseminação internacional da doença mais rapidamente. Ao todo, houve cerca de 576 casos confirmados em todo o mundo até agora, neste ano, contra 1.604 nos 12 meses de 2009.

 

A pólio segue endêmica em quatro países - Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. O vírus é importado das áreas endêmicas e causa epidemias como as observadas no Tajiquistão, diz nota da OMS.

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