Vanderlei Faria/Prefeitura de Cascavel/Divulgação
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Africano está em área isolada de Instituto de Infectologia da Fiocruz

Um médico que fala francês, uma enfermeira e um profissional de limpeza atendem o paciente, suspeito de estar com o vírus Ebola

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

10 Outubro 2014 | 14h32

RIO - O guineano Souleymane Bah, de 47 anos, está internado em uma área isolada no pavilhão do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, desde 7h15 desta sexta-feira, 10. Ele é suspeito de estar com o vírus Ebola.

Bah será atendido por um médico infectologista que fala francês, para facilitar a comunicação, uma enfermeira e um profissional de limpeza. Todos usam equipamento de proteção individual (EPI). Segundo a Fiocruz, a estrutura montada neste caso é semelhante usada no combate ao vírus H1N1.

O africano foi internado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade de Cascavel, no Paraná, na quinta-feira, 9, e relatou aos médicos que teve febre, tosse e dor de garganta na véspera. Ele chegou ao Brasil no dia 19 de setembro, vindo da Guiné, que passa por um surto de Ebola. Os sintomas se manifestaram 20 dias depois da chegada de Bah no Brasil, ainda no período de incubação da doença.

Desde quinta-feira, ele está sem febre e sem secreções, mas por precaução fez exame que descartou malária. No Rio, coletou sangue para fazer o exame de detecção de Ebola.

O material foi enviado em uma caixa fechada com gelo seco para a unidade do Instituto em Belém, no Pará. O resultado sai em até 24 horas.

Bah foi transferido de Cascavel em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Já no Rio, depois de desembarcar na Base Aérea do Galeão, foi levado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel Urgente (Samu) até o Evandro Chagas. Os dois veículos foram "envelopados". Todo o material usado para proteger os veículos e a equipe médica será incinerado.

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