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Agentes comunitários devem orientar famílias

Essa é uma das medidas que devem ser tomadas para ampliar capacidade de atendimento aos bebês com microcefalia

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

22 Fevereiro 2016 | 03h00

BRASÍLIA - Embora descarte a falta de infraestrutura para diagnóstico, o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, reconhece a necessidade de se ampliar a rede para prestar atendimento aos bebês com microcefalia. “O aumento será necessário, mas não algo de grande vulto”, avalia. Além do aumento de vagas, o governo prepara cursos de capacitação. O ministério quer que parte das orientações seja feita por agentes comunitários de saúde.

“As diretrizes são simples. O ideal é que a mãe seja orientada sobre como fazer parte dos estímulos do bebê”, justifica. “Não há razão para que essa atribuição fique concentrada a alguns profissionais”, completa. 

Cartilhas estão sendo preparadas para familiares e para agentes de saúde. Cursos para fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e enfermeiros começam no próximo mês. O conteúdo deverá ficar disponível na internet.

Desde que a epidemia teve início, foram habilitados 12 centros de atendimento. A expectativa é que outros 65 serviços sejam habilitados neste semestre. “Estamos preparando entendimentos com sociedades como Apae, AACD e Pestalozzi para saber o quanto elas poderiam atender.” Uma reunião deverá ser realizada nesta semana com representantes das Apaes. 

Os números exatos da epidemia são necessários também para se adequar à rede. Dos 5.280 casos notificados, o Ministério da Saúde estima que só 40% sejam de fato de microcefalia relacionada à zika. O ministro Marcelo Castro, durante um encontro com representantes do governo americano, observou que esse é o porcentual trabalhado até agora pela sua pasta – contrariando o que ele próprio havia dito pouco tempo antes de que “a maioria” dos casos notificados de microcefalia no País eram relacionados à zika. 

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