Agricultor vítima de febre amarela será sepultado na Espanha

Família aguarda liberação para levá-lo para Valladolid; viúva vai processar os governos brasileiro e espanhol

Efe,

14 de janeiro de 2008 | 01h05

O corpo do espanhol Salvador Pérez, que morreu no sábado em Goiânia com suspeitas de ter contraído febre amarela, será trasladado e sepultado em Valladolid, informaram neste domingo, 13, fontes da família. Veja também:Ministro volta a dizer que não há epidemia de febre amarelaFebre amarela pode ter matado fazendeiro espanhol, em GoiásFebre amarela pode ter matado aposentada em GoiásMosquitos analisados em Brasília não têm vírus da febreMacaco morto em Brasília não tinha febre amarelaPaulistano espera 6 horas por vacina contra febre amarela  A família aguarda a autorização da Embaixada da Espanha, responsável pelos trâmites, para levar o corpo a Valladolid, capital da província espanhola de mesmo nome. A família informou que o corpo será velado durante algumas horas no Brasil, ao lado dos parentes de sua esposa, que é brasileira, e da mãe e de um irmão que chegaram da Espanha. Agricultor na Espanha e casado com uma brasileira, Pérez chegou em novembro ao Brasil, passou quatro dias em Salvador e depois viajou para Cristianópolis, em Goiás, onde em 13 de dezembro comprou uma fazenda que foi ocupada pela família no último dia 29. No dia 3 de janeiro, Pérez foi internado em Goiânia com vômito, hemorragia e febre, e após ser medicado recebeu alta, mas o quadro clínico se agravou e ele voltou a ser hospitalizado no dia 10. Em um relatório preliminar, o médico Wilson Arantes indicou que a febre amarela pode ter causado a morte do espanhol, mas o diagnóstico definitivo será conhecido em uma semana, após uma análise especializada de laboratório. Processo A viúva do agricultor, Marny Selma de Mendonça, de 31 anos, disse que vai à Justiça com ações por danos morais, omissão e negligência contra os governos do Brasil e da Espanha. "Os governos omitiram informações sobre um surto de febre amarela em Goiás", disse. "Vou à Justiça para responsabilizar estes governos e assim impedir que outros tenham suas vidas e famílias desmoronadas pelo descaso público."  Para reforçar a sua tese, ela revelou que seu cunhado, Javier Perez, e sua sogra, Maria Del Pilar de la Car, entraram neste domingo no Brasil e em nenhum momento foi requerido o cartão de vacinação.

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