Arquivo/Reuters
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Agulha contaminada infecta 20% dos africanos HIV positivos

Segundo estudo, 5 milhões de novos casos surgem por ano na África devido a práticas médicas inadequadas

Efe,

30 de novembro de 2009 | 10h59

Um a cada cinco soropositivos da África se infectou com o vírus da aids através do uso de seringas ou agulhas contaminadas por parte de equipes médicas, revelou um estudo britânico. Aproximadamente cinco milhões de novos casos surgem por ano devido a práticas médicas inadequadas, aponta o estudo, que foi desenvolvido com o apoio da Royal Society of Medicine do Reino Unido.

 

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O resultado da pesquisa coloca em dúvida a eficácia dos esforços internacionais contra a aids, que dão ênfase no combate à transmissão do vírus pelas relações sexuais ou pelas mães grávidas contaminadas aos seus filhos.

 

Segundo o epidemiólogo John Potterat, um dos responsáveis pela publicação da revista International Journal of STD and HIV, os governos e as agências internacionais de saúde têm optado por "se omitirem diante da evidência constatada". "Os estudos indicam claramente que muitos africanos correm risco (de infecção) pelo uso de instrumentos e materiais contaminados", diz Potterat ao jornal The Daily Telegrafh.

  

Potterat e outros onze especialistas publicarão nesta terça-feira, 1, diversos trabalhos na revista International Journal of STD and HIV, aproveitando a celebração do Dia Mundial do Combate a Aids.

 

Segundo um dos especialistas responsáveis pelo estudo e que examinaram pacientes no hospital Calabar, no sudeste da Nigéria, a metade dos vacinados contra tétano reutilizavam uma agulha ou injeção já usadas em outra aplicação.

 

Muitos dos doentes do mesmo hospital foram infectados pelo vírus HIV ao se submeterem por análises ou transfusões de sangue, receberem vacinas ou passarem por procedimentos cirúrgicos.

 

Os africanos se submetem a uma média muito maior de tratamento e análises por injeções do que os ocidentais, segundo estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 1999. Muitas infecções comuns, como resfriados, dores e amidalite são tratadas com injeções no lugar de medicamentos orais.

 

Mais de 22 milhões de africano são soropositivos e se calcula que 2 milhões morreram em 2008 em consequência da doença.

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